As urnas eletrônicas que vão a campo no próximo domingo já estão lacradas. Técnicos do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão concluíram anteontem, em Tutóia, a etapa de carga dos equipamentos que serão usados na eleição simulada de Paulino Neves — um ensaio completo do pleito de outubro, acompanhado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Nos sistemas das urnas foram inseridos dados de seções eleitorais, candidaturas fictícias e uma relação com cerca de 15 mil eleitores aptos a participar da simulação. No domingo, mesários e eleitores vão passar pelo mesmo rito do pleito real: identificação biométrica, fotográfica e digitação de votos. A Justiça Eleitoral também vai avaliar o tempo de cada etapa do atendimento.
Como funciona a lacração das urnas na eleição simulada no Maranhão
Lucilene Cardoso, chefe da Seção de Urnas Eletrônicas do TRE-MA, explicou o que garante a integridade do equipamento depois que os dados são carregados. “Essa lacração é o que garante a segurança e a transparência do processo. Com esse passo, o eleitor tem certeza de que aquele lacre de plástico não foi violado e a urna não foi alterada. Esse é um lacre especial, porque, se for rompido, deixa marcas onde o eleitor pode verificar visualmente a violação. Ele só é retirado ao final da votação pelo mesário para entrega da mídia com dados da votação à junta eleitoral.”
Para quem estranha o formato, ela foi direta: “Quando a gente fala em eleição simulada, pode parecer uma coisa muito fantasiosa ou distante, mas é exatamente o mesmo passo a passo que a gente vai ter em outubro.”
A simulação não é novidade no estado. A iniciativa de fazer votações fictícias no Maranhão existe desde 2004 — e desde 2022 o TSE acompanha as ações. A origem da prática está nos desafios logísticos do estado: ilhas sem energia elétrica, estradas precárias e localidades acessíveis apenas pelo ritmo das marés.
O objetivo, segundo Lucilene Cardoso, é chegar ao dia do pleito sem surpresas. “Com a eleição simulada, aperfeiçoamos mais, treinamos o mesário e detectamos o que pode melhorar para entregar uma eleição limpa, transparente e com agilidade, porque o eleitor merece.” Ela também resumiu o papel da simulação dentro do calendário eleitoral: “A eleição simulada é um dos últimos passos para a gente ver que está tudo funcionando bem.”
Paulino Neves fica a cerca de 300 quilômetros de São Luís. No domingo, a cidade recebe o ensaio com urnas já carregadas e lacradas — o mesmo equipamento, o mesmo processo, a mesma sequência que os eleitores maranhenses vão encontrar em outubro.

Com informações do TRE-MA.