Imagens do recuo do mar em Mar del Plata, na Argentina, circularam esta semana nas redes sociais e desencadearam uma série de especulações entre internautas. Alguns sugeriram que o fenômeno seria sinal de uma ruptura no fundo do oceano ou até de um tsunami. Especialistas, porém, descartaram qualquer base científica para essas interpretações.
O que causou o recuo do mar em Mar del Plata
O fenômeno tem explicação natural. Segundo especialistas, o nível do mar pode variar de forma acentuada quando diferentes fatores atuam ao mesmo tempo — como marés e ventos — provocando uma baixante mais intensa do que o habitual. Não há evidências de que o episódio indique qualquer alteração geológica no fundo do oceano.
A Restinga del Faro, estrutura que costuma ficar submersa na costa de Mar del Plata, ficou exposta durante o evento, o que contribuiu para a repercussão das imagens. A visibilidade incomum da formação chamou atenção do público, mas é consequência direta da baixante acentuada, não de qualquer fenômeno extraordinário.
Em janeiro de 2026, a mesma região já havia registrado um episódio de meteotsunami — fenômeno associado a mudanças atmosféricas rápidas, distinto de tsunamis originados por abalos sísmicos.
Especialistas recomendam cautela quando o recuo do mar ocorre de forma repentina e fora do padrão habitual. Nesses casos, a orientação é buscar informações junto às autoridades locais antes de qualquer conclusão.
