Uma explosão ouvida a 4,6 mil quilômetros de distância. A erupção do vulcão Krakatoa, ocorrida em 1883 na Indonésia, produziu o som mais alto já registrado e matou 36 mil pessoas em menos de 48 horas.
A erupção do Krakatoa em 1883: como tudo aconteceu
O vulcão ficou inativo por cerca de 200 anos antes de apresentar sinais de atividade em maio de 1883. As grandes erupções começaram em 26 de agosto. No dia seguinte, 27 de agosto, veio a explosão mais violenta — a que o mundo inteiro, literalmente, ouviu.
O som alcançou a Austrália e a Ilha Maurício. A coluna de cinzas atingiu 80 quilômetros de altitude.
Dos 36 mil mortos, a maior parte sucumbiu não ao fogo, mas à água. Os tsunamis provocados pela erupção destruíram 165 vilarejos na Indonésia, respondendo por cerca de 34 mil das mortes.
Impacto que foi além das fronteiras da Indonésia
As cinzas lançadas na atmosfera bloquearam parte da radiação solar e derrubaram a temperatura média global em cerca de 0,5 °C. O clima levou aproximadamente cinco anos para se estabilizar.
Há uma hipótese, citada por pesquisadores, de que o céu avermelhado registrado após a erupção teria inspirado Edvard Munch a pintar O Grito, em 1893. Os nomes dos pesquisadores que sustentam essa leitura não constam nos registros disponíveis.
O filho do Krakatoa ainda está ativo
Em 1927, surgiu na caldeira deixada pela explosão um novo vulcão: o Anak Krakatau, cujo nome significa “Filho do Krakatoa”. Ele permanece ativo. Novas erupções foram registradas no início de julho deste ano, segundo a BBC.

Com informações do Exame.