No quinto dia de operações de resgate, equipes continuam vasculhando os escombros de Pereira após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10) e matou pelo menos 281 pessoas. A destruição se concentra no centro da cidade, onde máquinas pesadas, guindastes e cães farejadores trabalham para localizar quem ainda pode estar vivo.
Contato com sobreviventes em Pereira após terremoto na Colômbia
Em um hotel no centro de Pereira, as equipes de resgate fizeram contato visual com uma das quatro pessoas presas nos escombros do edifício. Um corpo já havia sido retirado do mesmo local. A zona ao redor do hotel foi isolada para facilitar as operações.
A correspondente Luciana Taddeo, que acompanha as buscas no local, disse que ainda há esperança. “Há esperança de resgates com vida por aqui”, afirmou.
Ela descreveu o cenário percorrido pelas ruas da cidade: “A gente está no centro da cidade, todo o quarteirão está afetado.” O nível de devastação em Pereira, segundo Taddeo, é diferente do registrado em Cali. “É muito diferente do que a gente viu em Cali, onde havia dezenas de edifícios desabados. Mas lá, a gente via um desabamento e tinha que pegar um carro para outro ponto onde teve outro, não era um do lado do outro. Aqui em Pereira, a destruição está muito concentrada no centro”, relatou.
Os cães farejadores levam entre 5 e 10 minutos para farejar uma área. Quando mais de um animal confirma o mesmo achado, as equipes avançam com as máquinas pesadas.
Nações Unidas destinam US$ 5 milhões à Colômbia
As Nações Unidas destinaram US$ 5 milhões em ajuda humanitária à Colômbia para apoiar as operações de resposta ao desastre.

Com informações do Cnn Brasil.