O número de mortos por enchentes e deslizamentos no Nepal e na China ultrapassou mil nesta terça-feira (1°). As autoridades de gerenciamento de desastres do Nepal confirmaram a recuperação de 1.003 corpos, enquanto mais de 4.400 pessoas continuam desaparecidas nas duas regiões afetadas.
O desastre no Nepal e na China expôs a escala da destruição provocada pelas chuvas da última semana. Só entre estrangeiros, o Departamento de Turismo do Nepal registrou 583 desaparecidos de 38 países. Na China, outros 461 estrangeiros de 23 países também estão sem paradeiro.
Resgate em curso após o desastre no Nepal e na China
As operações de busca prosseguem em áreas de difícil acesso. Equipes constroem pontes temporárias para alcançar comunidades isoladas, enquanto trabalhadores escavam escombros de projetos hidrelétricos na região do Himalaia. Cerca de 279 trabalhadores foram retirados dessas instalações, mas aproximadamente 600 pessoas ainda estão presas em usinas.
No distrito de Nuwakot, as estradas foram reabertas. Em Betrabati, policiais recuperaram 24 corpos de uma única casa soterrada. “Estamos chegando a novas áreas e recuperando corpos”, disse o policial Bipin Regmi.
No total, mais de 11 mil pessoas foram resgatadas em toda a região. A Índia contribuiu com a construção de pontes Bailey para facilitar o acesso às zonas mais remotas. O governo do Nepal destinou US$ 42 milhões em ajuda humanitária após o desastre.
Na China, a emissora estatal atribuiu parte das enchentes ao colapso de uma geleira, que gerou uma enxurrada de gelo, rochas e lama, “causadas pela instabilidade das geleiras sob os efeitos de longo prazo do aquecimento global”.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, reconheceu a dimensão das perdas. “Milhares de cidadãos perderam suas casas, famílias, entes queridos e bens”, afirmou. Segundo ele, redes de energia e comunicação já foram restabelecidas em algumas áreas. “O governo entende a imensa dor pela qual estão passando. O caminho a seguir é apoiá-los durante esse sofrimento e ajudá-los a retornar à vida normal por meio da reconstrução”, declarou.
Shah também cobrou atenção internacional para o problema climático. “A região deve, portanto, permanecer vigilante. Chegou o momento de levarmos com firmeza à comunidade internacional os desastres que estamos enfrentando como consequência das mudanças climáticas”, disse o premiê.

Com informações da CNN