Uma avalanche de gelo e rochas na fronteira entre Nepal e Tibete matou 335 pessoas e deixou cerca de 1.500 desaparecidas. O desastre começou na quarta-feira (26), quando a massa de gelo atingiu um rio e desencadeou uma enxurrada de lama e detritos que varreu vilarejos, estradas e edificações nas duas regiões.
Mortos e desaparecidos na avalanche entre Nepal e Tibete
Do total de mortos, 332 foram registrados no Nepal e 3 no Tibete. Os desaparecidos somam 910 no lado nepalês e 558 no tibetano. Mais de 700 estrangeiros estão entre os desaparecidos só no Nepal — um número que elevou a pressão internacional sobre as operações de busca.
O Departamento de Turismo do Nepal informou a presença de turistas de diversas nacionalidades entre os desaparecidos. Veja as principais:
- 178 indianos
- 65 americanos
- 53 ucranianos
- 51 malaios
- 35 australianos
- 33 britânicos
- 25 canadenses
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) atribuiu o desastre ao colapso de uma geleira. A avalanche atingiu o leito do rio na quarta (26) e a enxurrada se espalhou rapidamente pelas áreas próximas, destruindo o que encontrou pelo caminho.
Resgate e alerta de nova inundação
O Exército nepalês segue com as buscas nas áreas devastadas. Os militares fizeram sobrevoos na região e resgataram dezenas de pessoas desde o início das operações. O trabalho avança em meio a condições adversas no terreno.
A situação pode se agravar. Qianggong Zhang, diretor de riscos climáticos e ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), alertou que “como ainda há um bloqueio na parte alta do rio fronteiriço entre o Nepal e a China, as autoridades alertam que pode acontecer uma segunda inundação”.
O presidente chinês Xi Jinping afirmou que “a prioridade é encontrar e resgatar as pessoas desaparecidas”. O período entre junho e setembro concentra historicamente os maiores riscos de desastres naturais na região.

Com informações do G1.