Os irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, continuam desaparecidos há quase 50 dias em Bacabal, no Maranhão. A Polícia Civil mantém uma comissão especial para investigar o caso, que segue sem conclusões definitivas até o momento.
As buscas pelas crianças, que sumiram em 4 de janeiro no Quilombo São Sebastião dos Pretos, envolvem equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e cães farejadores. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que o inquérito está em andamento.
Segundo a SSP, não é possível, neste momento, apontar circunstâncias ou responsabilidades. As equipes revisitam pontos já vistoriados na tentativa de identificar qualquer detalhe que ajude a esclarecer o caso.
Investigação sobre o desaparecimento das crianças em Bacabal
O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, que integra a força-tarefa, confirmou que a investigação prossegue. Uma comissão especial, formada por delegados de São Luís e Bacabal, conduz o inquérito, que já soma mais de 200 páginas.
Diversas diligências, incluindo reconstruções e análises técnicas, foram realizadas ao longo desse período. A Polícia Civil está reunindo relatórios de todas as forças que atuaram nas buscas, como Corpo de Bombeiros, Marinha e Exército, para compor a documentação referente às ações.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, fez um apelo público por orações e ajuda para desvendar o mistério do desaparecimento dos filhos.
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Cronologia do desaparecimento e buscas
Ágatha, Allan e o primo Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceram em 4 de janeiro, após saírem de casa para brincar. Anderson foi encontrado três dias depois, em 7 de janeiro, por carroceiros em uma estrada do povoado Santa Rosa.
O primo, com autorização judicial, participou das buscas e relatou que o grupo se perdeu ao tentar um caminho alternativo na mata para buscar maracujá. Ele afirmou que não havia adultos acompanhando-os na trilha e que não encontraram frutas para comer.
Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros por terra e água, incluindo áreas de mata fechada e de difícil acesso. A Marinha informou que vasculhou 19 quilômetros do rio Mearim.
Em 23 de janeiro, as buscas na mata foram reduzidas, e o foco passou para a investigação policial, após a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas. Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações.
A Polícia Civil de Bacabal segue com a investigação para esclarecer o desaparecimento dos irmãos.

Informações: G1.
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