Gonzalo Plata se reuniu ao elenco do Flamengo na madrugada desta segunda-feira (7), em Belém, mais de uma semana depois do cancelamento de sua transferência para o Dínamo Moscou — e em meio a um clima tenso com a diretoria rubro-negra.
O atacante equatoriano havia deixado a Rússia sem retornar diretamente ao Brasil. Seus empresários passaram pelos Emirados Árabes, onde tentaram encontrar outros clubes interessados no jogador. As propostas obtidas em Dubai ficaram na casa dos 6 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de reais), bem abaixo dos 10 milhões de euros que o Dínamo Moscou chegou a sinalizar para a operação que acabou não se concretizando.
A diretoria do Flamengo irritou-se com a demora. O jogador só voltou ao Rio de Janeiro na tarde de domingo (6), aguardou na área interna do aeroporto e embarcou para Belém, onde o clube concentrava o elenco para a viagem a Quito. Lorran, que estava na delegação, trocou de lugar com Plata para viabilizar a presença do atacante no grupo.
O ‘climão’ tem mais de uma camada. Um dia antes da reapresentação, o presidente do Flamengo, em reunião fechada com conselheiros, citou seus excessos na noite carioca — referindo-se a Plata. A declaração vazou e aumentou o desconforto. A diretoria avalia que os agentes do jogador forçaram uma saída e, após os valores frustrarem as expectativas, o clube decidiu mantê-lo e exigiu a volta imediata.
Ao se apresentar, Plata fez questão de marcar posição. “Meu presente está novamente no Flamengo”, disse o atacante.
O jogador, que tem contrato com o clube até agosto de 2029, treina nesta segunda-feira (7) em Belém e deve viajar com o grupo para Quito. O Flamengo enfrenta o Independiente del Valle na próxima quinta-feira (10), às 21h30, pelo jogo de ida da fase de grupos da Libertadores. A tendência é que Plata comece a partida no banco de reservas, enquanto o clube avalia sua condição física após o período fora.

