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Jabulani, a bola da Copa 2010 que virou alvo de críticas e estudo da NASA

A bola Jabulani, oficial da Copa 2010, foi criticada por jogadores e estudada pela NASA por sua trajetória imprevisível em campo.

Ela tinha nome de celebração em zulu, mas o que a Jabulani provocou dentro de campo foi o oposto: reclamações generalizadas de jogadores e goleiros, que não conseguiam prever para onde a bola iria depois de um chute. A bola oficial da Copa do Mundo FIFA de 2010, fabricada pela Adidas na África do Sul, terminou o torneio tão famosa por suas polêmicas quanto pelos gols que ajudou a produzir.

Por que a bola Jabulani da Copa 2010 gerou tanta controvérsia

Construída com apenas 8 painéis e pintada em 11 cores inspiradas nas culturas sul-africanas, a Jabulani foi apresentada ao mundo no sorteio dos grupos, em 4 de dezembro de 2009. Antes disso, a bola já havia sido testada no Mundial de Clubes da FIFA, nos Emirados Árabes Unidos, e também usada em campeonatos europeus durante a temporada 2009-10.

O problema apareceu quando a bola entrou em campo de verdade. O contato do ar com os gomos arredondados e a superfície da Jabulani criava trajetórias erráticas, difíceis de antecipar. O goleiro brasileiro Júlio César foi um dos mais diretos nas críticas, comparando a bola a uma “supermarket” ball — numa referência que correu o mundo. Kaká, então no Real Madrid, teve opinião diferente: “Para mim, o contato com a bola é muito importante. E com a Jabulani é ótimo”, disse o jogador. Michael Ballack também elogiou: “Fantástica, a bola faz exatamente o que eu quero que ela faça.”

Diego Forlán, que marcou 5 gols no torneio, foi um dos atacantes que soube aproveitar as características da bola. Mas a maioria dos goleiros não compartilhou do mesmo entusiasmo.

O fenômeno chamou atenção até fora do futebol. O NASA Ames Research Center estudou o desempenho aerodinâmico da Jabulani e a comparou com a Teamgeist Berlin, bola oficial da Copa de 2006. A conclusão: a Jabulani produzia um notável “efeito knuckleball” — aquele movimento errático e sem rotação que torna a trajetória imprevisível para quem está na meta.

Para a final, disputada em 11 de julho de 2010 em Joanesburgo, a FIFA e a Adidas usaram uma versão especial: a Jo’bulani, dourada. Foi com ela que Andrés Iniesta marcou o único gol da partida, dando à Espanha o título mundial. O primeiro gol do torneio, aliás, havia sido marcado por Tshabalala ainda na fase de grupos.

A produção da Jabulani durou dois anos. Em 2012, a fabricação foi encerrada — e o modelo ficou na história como um dos mais debatidos já usados numa Copa do Mundo.

Bola oficial Jabulani Glider, réplica da bola da Copa do Mundo FIFA South Africa 2010, com estampa colorida em estilo africano
Polêmica bola Jabulani

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