Com um sensor embutido capaz de rastrear o contato com a bola em 500 Hz, a Adidas apresentou em outubro de 2025 a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026. O equipamento vai além do couro: conectada digitalmente, ela foi desenvolvida para dar mais precisão às decisões de arbitragem, incluindo o VAR e o sistema de impedimento semiautomatizado.
Como funciona a bola da Copa 2026
O sensor inercial instalado na Trionda opera a 500 Hz e determina o milissegundo exato do contato durante uma jogada. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a empresa Kinexon e permite que lances difíceis sejam analisados com mais rapidez pelo VAR. Antes de cada partida, a bola precisa ser carregada por indução — a bateria dura até seis horas.
A aerodinâmica também passou por revisão. Engenheiros testaram a Trionda em túneis de vento junto a universidades e reduziram a chamada velocidade crítica para 11,9 m/s, ponto em que a trajetória de uma bola pode se tornar imprevisível em voo. A estrutura é composta por quatro painéis termocolados.
Design que representa as três nações anfitriãs
O visual da bola carrega referências visuais do Canadá, do México e dos Estados Unidos, os três países que vão sediar o torneio. A estreia acontece em 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, no México. A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções participantes.
Produção em Sialkot, no Paquistão
A fabricação em escala industrial ficou com a empresa Forward Sports, sediada em Sialkot, no Paquistão — cidade com tradição consolidada na produção de bolas de futebol. A fabricante implementou o programa “Life at Forward”, voltado a iniciativas sociais para trabalhadores da unidade, em resposta a exigências de responsabilidade social corporativa.
