Jorge Jesus revelou nesta terça-feira (21) que teria feito escolhas diferentes de Carlo Ancelotti na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 — torneio em que o Brasil saiu nas oitavas de final, eliminado pela Noruega.
O técnico português, que chegou a ser considerado para o cargo antes de Ancelotti assumir o comando da equipe em maio de 2025, disse ter recebido indicações para montar uma pré-convocação. A partir disso, comparou as próprias escolhas com as do treinador italiano.
“Acabei não treinando a Seleção do Brasil, mas já tinha indicações para fazer a pré-convocação da Seleção do Brasil. Para o jogo que havia em março, depois de eles terem perdido por 4 a 1 com a Argentina… Portanto, o que eu teria feito? Se eu convocaria diferente do que o Ancelotti fez? Claro que eu faria num ou noutro jogador, pelo menos porque era tendencioso…”
Um dos nomes que Jesus colocaria na lista é o atacante Pedro, do Flamengo — clube que o técnico dirigiu e onde trabalhou com o jogador.
Jorge Jesus, a Seleção e as diferenças em relação a Ancelotti
“Acho que neste momento o melhor atacante do futebol brasileiro é o Pedro. Isto é um bocadinho tendencioso, porque ele foi meu jogador no Flamengo. (Minha convocação) teria um, dois ou três jogadores diferentes, mas concordei com a maioria com o que ele fez. Depois, o cunho pessoal, a forma de olhar para o jogo, a forma de treinar, isso que é a diferença.”
A ressalva, porém, é clara: Jesus admitiu que a inclinação por Pedro carrega viés afetivo. E reconheceu que concordou com a maior parte das escolhas de Ancelotti — as divergências seriam pontuais, em um ou dois nomes.
O ciclo da Seleção Brasileira para a Copa de 2026 passou por Fernando Diniz e Dorival Júnior antes de Ancelotti assumir o posto. Na fase de grupos, o Brasil avançou em primeiro lugar. Nas oitavas, parou diante da Noruega — com Haaland em campo — e deu adeus ao torneio.

Com informações da Terra.