As eleições presidenciais de 2026 no exterior mobilizaram 918.876 eleitores aptos a votar em 186 cidades distribuídas por 134 países — o maior contingente já registrado na história do voto brasileiro fora do Brasil. Os primeiros resultados parciais, apurados com o encerramento das seções nas regiões de fuso mais adiantado, mostram um quadro de divisão geográfica: Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera na Oceania, em parte da Ásia e na África, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, vence com folga no Japão e no Oriente Médio.
Resultados parciais das eleições de 2026 no exterior por região
Na Nova Zelândia, primeira seção a encerrar a votação, Lula somou 70,48% dos votos válidos — 234 votos contra 64 de Flávio Bolsonaro (19,28%). Na Austrália, maior colégio eleitoral da Oceania, o presidente registrou 53,98% dos votos válidos (4.562 votos) ante 30,52% do senador (2.579 votos).
O cenário se inverteu no Japão. Terceiro maior colégio eleitoral do Brasil no exterior, com mais de 88 mil eleitores inscritos, o país deu vitória expressiva a Flávio Bolsonaro: 71,69% dos votos válidos (24.601 votos) contra 13,55% de Lula (5.234 votos). Nos Emirados Árabes Unidos, o senador também venceu, com 48,60% (659 votos) frente a 37,79% do presidente (512 votos).
Na Síria — onde eleitores brasileiros votaram pela primeira vez desde o fim da guerra civil —, Lula obteve 89,81% dos votos (97 votos) contra 6,48% de Flávio Bolsonaro (7 votos). No Egito e no Quênia, o presidente também liderou, com 71,88% e 56,52% dos votos válidos, respectivamente. Na China Continental, as seções de Pequim, Xangai e Guangzhou deram mais de 70% da preferência a Lula, totalizando 268 votos contra 98 de Flávio Bolsonaro.
Veja os resultados parciais registrados por país:
| País | Votos Lula | % Lula | Votos Flávio Bolsonaro | % Flávio Bolsonaro | Total Votos Válidos |
|---|---|---|---|---|---|
| Nova Zelândia | 234 | 70,48% | 64 | 19,28% | 332 |
| Coreia do Sul | 123 | 56,94% | 72 | 33,33% | 216 |
| Singapura | 190 | 54,60% | 92 | 26,44% | 348 |
| Malásia | 44 | 53,66% | 27 | 32,93% | 82 |
| Japão | 5.234 | 13,55% | 24.601 | 71,69% | 34.317 |
| Filipinas | 26 | 41,94% | 33 | 53,23% | 62 |
| Tailândia | 40 | 39,22% | 51 | 50,00% | 99 |
| Emirados Árabes | 512 | 37,79% | 659 | 48,60% | 1.355 |
| Síria | 97 | 89,81% | 7 | 6,48% | 108 |
Eleitorado cresceu mais de 30% desde 2022
O eleitorado brasileiro no exterior cresceu mais de 30% em relação ao pleito de 2022. Na série histórica iniciada em 2010, a expansão chega a 358%. Os Estados Unidos concentram o maior colégio eleitoral internacional, com cerca de 265 mil eleitores. Portugal vem em segundo lugar, com 134 mil a 135 mil inscritos, seguido pelo Japão, com 88,3 mil.
Os dados do Tribunal Superior Eleitoral indicam que mulheres representam 57% do eleitorado da diáspora e homens, 43%. Solteiros somam 52% do total.
Na Europa, seções em cidades como Paris, Lisboa e Zurique registraram filas com espera superior a quatro horas. O encerramento global da votação no exterior ocorre às 21h (horário de Brasília), nas seções de Los Angeles, São Francisco e Vancouver. O TSE divulga os dados oficiais consolidados a partir das 17h de Brasília.
