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Ex-mulher de Collor diz em livro que ele usou magia negra nas eleições de 1989

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Ex-mulher de Collor

A ex-mulher de Collor de Melo, Rosane Malta (ex Rosane Collor) lançará, no próximo dia 4 em Maceió, livro sobre o período que viveu a ascensão e a queda do político. Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, ela revelou algumas histórias que conta no livro – com grande potencial de se tornar mais um escândalo envolvendo o ex-presidente e hoje senador pelo PTB de Alagoas.
O livro “Tudo o que Vi e Vivi”, da editora Leya, tem 222 páginas. Dentre as temáticas, volta à cena as informações sobre os rituais de magia negra frequentados pelo casal. Em uma das partes, ela descreve o “trabalho” que teria sido encomendado a uma mãe de santo alagoana para que o apresentador Silvio Santos não fosse concorrente de Collor na disputa à Presidência nas eleições de 1989.
Em dos trechos citados na entrevista da ex-primeira-dama, o ritual é descrito da seguinte maneira: “consistia em colocar uma espécie de amuleto, que chamam de azougue, dentro da boca de sete defuntos recém-enterrados”.
Silvio Santos tentou ser candidato à presidência em 1989 pelo PMB (Partido Municipalista Brasileiro). Mas a alguns dias da eleição, foi constatado que seu registrou tinha irregularidades e a candidatura foi impugnada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A ex-mulher de Collor e o casamento

Collor e Rosane ficaram casados durante 22 anos, mas tiveram uma separação conturbada. Por ter casado em regime de separação total de bens, ela não teve direito ao patrimônio do ex-presidente.
No livro, ela aborda a riqueza do ex-marido após o impeachment e diz que ele possui automóveis esportivos das marcas Ferrari e Maserati, além de um Porshe novo. Rosane ainda alfineta afirmando que o lucro das empresas de Collor e o salário de Senador não seriam capazes de alavancar o padrão de vida do político.
Impeachment
No dia 2 de outubro de 1992, Collor foi afastado da presidência até que o Senado concluísse o processo de impeachment. No primeiro capítulo do livro, Rosane descreve a cena na qual ela e o ex-presidente descem de mãos dadas a rampa do Palácio do Planalto deixando para trás o cargo para o qual foi eleito apenas três anos antes.
Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, Rosane escreve “Levante a cabeça. Seja Forte” sobre o diálogo que teve com o ex-presidente neste dia.
Hoje, Rosane diz que virou evangélica e se afastou completamente da magia negra. Ela diz que escapou da “maldição do impeachment”.
Desde que o processo foi concluído, pessoas morreram ou perderam a sua riqueza. Por exemplo, Pedro Collor, irmão e autor das denúncias que deram início à investigação contra o irmão Fernando Collor, teve câncer no cérebro e morreu no dia 19 de dezembro de 1994. A mãe dos dois, Leda Collor, teve uma parada cardíaca chegou a ficar mais de dois anos em coma e morreu em 25 de fevereiro de 1995. O tesoureiro da campanha do ex-presidente nas eleições de 1989 e grande pivô da CPI que culminou com o impeachment, Paulo Cesar Farias, o PC, também morreu assassinado ao lado da namorada em um episódio cercado até hoje de muitas dúvidas.
Sem filhos
Após a morte da Mãe, Collor e Rosane foram morar em Miami. Tempos depois ao vender a mansão nos Estados Unidos, ele não deu metade do dinheiro a ex-mulher, quebrando, segundo ela, um acordo entre os dois.
Os dois nunca tiveram filhos. Rosane conta que chegou a fazer tratamento com Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida e que hoje está preso condenado por crimes sexuais contra pacientes. Ela conta que entrou em depressão após sofrer um aborto de uma gravidez de gêmeos.
Rosane Malta foi a segunda esposa de Fernando Collor. Antes, ele havia casado com a socialite Lilibeth Monteiro de Carvalho, herdeira do Grupo Monteiro Aranha, e teve dois filhos. Em 2006, o ex-presidente voltou a casar novamente com a arquiteta Caroline Medeiros e tem duas filhas gêmeas com ela.
Fonte: R7

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CCJ aprova programa que garante emprego e renda para as mulheres vítimas

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A Comissão de Constituição e Justiça aprovou, em reunião virtual nesta terça-feira (11), parecer favorável do deputado João Madison (MDB) ao Projeto de Lei 52/21 da deputada Teresa Britto (PV) que institui o Programa Pró Mulher no Piauí. A proposição, de acordo com a parlamentar do Partido Verde, visa dar autonomia financeira as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar através da geração de emprego e renda.

João Madison deu parecer favorável aprovado pela CCJ ao Projeto de lei 71/21 da deputada Teresa Britto que dispõe sobre a criação do Programa Estadual de Enfrentamento ao Assédio e à Violência Política Contra a Mulher no Piauí.

Teresa Britto teve aprovado ainda pareceres favoráveis de João Madison aos Projetos de Lei 43/21 e 37/21 que dispõem sobre a realização de Campanha Estadual de Incentivo ao Turismo Religioso no Piauí e sobre a obrigatoriedade de elaboração de cronograma de execução de reformas de estrutura física das escolas públicas pelo Governo do Estado.

A CCJ aprovou parecer favorável do deputado João Madison ao Indicativo de Projeto de Lei da deputada Teresa Britto que trata sobre a criação de unidade de atendimento veterinário para animais de estimação de pequeno porte.

João Madison teve aprovados ainda pareceres favoráveis a Projetos de lei dos deputados Flávio Nogueira (PDT) e Gessivaldo Isaías (Republicanos) que tratam, respectivamente, sobre a instalação de dispositivo de seguranças nas escolas públicas e privadas e sobre a obrigatoriedade da disponibilização de oxímetro para a população nas farmácias instaladas no Estado.

Também, foi aprovado parecer favorável da deputada Teresa Britto ao Projeto de Lei 21/19 que estabelece equiparação entre pacientes renais crônicos e pessoas com deficiência no direito ao percentual legal de vagas de emprego reservadas na administração pública do Piauí.

J. Barros – Edição: Katya D’Angelles 

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