O Banco Central informou que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 130 milhões em 2025. O valor representa o pior resultado desde o início da série histórica, iniciada em 2002. A greve dos Correios e a crise fiscal da empresa agravaram o desempenho.
Em 2024, o resultado das estatais também foi negativo, mas em proporção maior. O maior superávit registrado ocorreu em 2019, com R$ 10,3 bilhões. O cenário atual contrasta com as projeções de retorno de investimentos feitas no início do governo.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, no começo do governo, classificava os resultados negativos como investimentos. Ela defendia que essas aplicações trariam retorno aos cofres públicos. Analistas, contudo, apontam para a ineficiência na gestão.
Especialistas debatem a gestão das estatais federais
Analistas como Mano Ferreira e Acácio Miranda apontam que a mentalidade de gestão das estatais, em alguns casos, gera ineficiência. Eles afirmam que o custo do déficit recai sobre o contribuinte. Ferreira defende que uma mudança estrutural nas empresas estatais viria por meio da privatização.
Miranda, por sua vez, concorda em partes com a privatização, mas ressalta a crise de legitimidade das estatais no Brasil. Ele questiona a função de empresas como Petrobras e Correios, se devem gerar lucro ou prestar serviços essenciais em regiões distantes. O analista defende que o governo precisa definir as reais funções de cada estatal.
A falta de transparência nos processos de gestão pública também foi mencionada pelos analistas. Eles indicam que a ausência de clareza sobre o uso do dinheiro público e a responsabilidade pelos déficits dificulta a solução dos problemas. A situação fiscal dos Correios, mencionada como fator agravante, permanece em análise pelo governo federal.







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