Economia

Banco Central extingue o limite de R$ 500 para Pix por aproximação a partir desta quinta

Banco Central extingue o teto de R$ 500 para Pix por aproximação a partir desta quinta; pagamentos seguirão os limites gerais da conta do cliente.

A partir desta quinta-feira (1º), o Banco Central extingue o teto de R$ 500 por transação para pagamentos via Pix por aproximação. Com a mudança, o limite dessa modalidade deixa de ser fixo e passa a seguir os parâmetros gerais de cada conta — definidos pelo próprio cliente junto à instituição financeira.

A alteração foi regulamentada pela Instrução Normativa BCB nº 746. Segundo o Banco Central, a medida equipara o Pix por aproximação às demais formas de uso do sistema, como transferências por chave ou QR Code.

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O que muda no Pix por aproximação com o fim do limite

Até ontem, quem pagava encostando o celular na maquininha estava restrito a compras de até R$ 500 por operação. Com a nova regra, o cliente pode fazer pagamentos de valores mais altos — como R$ 800 ou R$ 1.000 — apenas aproximando o smartphone, sem precisar abrir o aplicativo para ler um QR Code.

O Banco Central aponta que a retirada do teto deve ampliar o volume de vendas presenciais de maior valor e tornar o checkout mais ágil no varejo. A tecnologia NFC, que viabiliza esse tipo de pagamento, consolida o celular como ferramenta central nas transações do dia a dia.

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A mudança alcança também transações iniciadas via Jornada Sem Redirecionamento e carteiras digitais no Open Finance, o que simplifica pagamentos no ambiente digital e no e-commerce.

Segurança e controle de limites

O fim do teto regulatório não elimina os controles de segurança. As operações continuam sujeitas aos limites diários e por transação estipulados pelo banco e ajustados pelo próprio usuário no aplicativo bancário. O Banco Central recomenda que os consumidores revisem seus limites operacionais e mantenham ativos os mecanismos de autenticação do dispositivo.

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Impactos previstos no comércio e consumo

Veja o que o Banco Central espera com a mudança:

  • Maior fluidez no checkout, tornando a compra mais rápida e conveniente.
  • Aumento do tíquete médio no varejo com vendas de maior valor.
  • Fortalecimento do celular como carteira digital via tecnologia NFC.
  • Integração com Open Finance, simplificando pagamentos digitais.

Pix em números

Dados do Banco Central mostram a dimensão do sistema no país:

  • Chaves cadastradas: Mais de 920 milhões.
  • Pessoas físicas usuárias: Mais de 162 milhões.
  • Empresas usuárias: Mais de 16 milhões.

O Pix por aproximação foi lançado em fevereiro de 2025 e funcionou por cerca de 1,5 ano com o teto de R$ 500 por transação.

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Denison Duarte
Escrito por

Editor-Chefe do Somos Notícia - Jornalista formado pela Faculdade Estácio Ceut (2016), atua na cobertura de eventos no Médio Parnaíba desde 2008. Especialista em jornalismo local com foco em transparência e ética.

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