A partir desta terça-feira (6), sites e aplicativos de apostas estão bloqueados em todo o Brasil. Com o encerramento do prazo para saques diretos nas plataformas — que acabou à meia-noite de ontem —, R$ 1,33 bilhão em saldo de apostadores precisa agora ser devolvido por meio de um cronograma coordenado entre as operadoras e os bancos.
A ação tem base na Medida Provisória 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quem tentar acessar qualquer domínio bloqueado será redirecionado para o portal www.brasilsembets.com.br. Apple, Google, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) atuam na derrubada das plataformas.
Como funciona o bloqueio de sites de apostas e a devolução dos saldos
O processo de restituição segue etapas definidas. Hoje e amanhã (7), as operadoras enviam aos bancos um relatório detalhado dos valores por CPF. Entre quinta (9) e quarta da semana que vem (14), os bancos depositam os saldos diretamente nas contas dos apostadores.
Para quem tiver problemas na devolução direta — seja por divergência de dados ou impedimento operacional —, a Caixa Econômica Federal assume o pagamento a partir do dia 14.
Veja o cronograma completo de restituição dos saldos:
- Até 5 de outubro (23h59): Encerramento do prazo para saque direto nos apps/sites.
- 6 de outubro: Início do bloqueio e direcionamento para o portal do governo.
- 7 e 8 de outubro: Envio dos dados e saldos por CPF das operadoras para os bancos.
- 9 a 14 de outubro: Prazo para os bancos realizarem os depósitos nas contas dos apostadores.
- A partir de 14 de outubro: Devolução via Caixa Econômica Federal para casos com divergências.
A Associação Nacional dos Jogos e Loterias (ANJL) reagiu com críticas à medida. A entidade classificou a intervenção como “eleitoreira e juridicamente ilegal”.
