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Com limitações de vagas, Hospital de Urgência de Teresina faz seleção de pacientes para UTI; veja

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Por falta de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no estado do Piauí muitos pacientes estão sofrendo dificuldades e até morrendo. Segundo o diretor do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Gilberto Albuquerque, o médico plantonista escolhe os que têm menos idade e maiores chance de sobrevivência para as vagas de UTI no hospital.

“Como temos uma demanda por UTI maior que a oferta, o plantonista seleciona entre os pedidos aquele que tem mais perspectiva de sobrevida, então há de certa forma uma seleção de quem vai para UTI e de quem não vai, por falta de vagas”, disse o diretor do HUT, Gilberto Albuquerque.

Imagens feitas por uma câmera escondida e gravadas por um cinegrafista amador dentro do HUT mostram salas lotadas. Em um ambiente com capacidade para quatro pacientes estavam 12, outras 24 pessoas aguardavam por uma vaga de UTI no Hospital de Urgência de Teresina.

Sem se identificar, uma acompanhante questiona o que é dito pelo diretor e funcionários do hospital. “É inadmissível um médico, uma pessoa, dizer para gente: oh, minha filha, quem tem vez aqui é quem tem 17, 18, 19, 20 anos. Então eu pergunto: quem tem 50,60, 70 anos tem que morrer?”, diz a mulher que acompanhava a mãe, que sofreu um acidente vascular cerebral e estava internada no hospital.

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No Piauí, existem 318 leitos de UTI e apenas 130 são da rede pública de saúde. A Justiça do estado determinou que os hospitais municipais não devem deixar ninguém sem UTI, ainda que tenham que recorrer à rede privada. Mesmo assim, quase todos os dias, parentes buscam na Justiça o direito por uma vaga.

Segundo Kelson Veras, presidente da Sociedade de Terapia Intensiva do Piauí alguns pacientes acabam morrendo durante a espera. “Dois morreram esperando por vaga na UTI, sem que fosse obedecido o mandado que determinava que eles fossem internados em UTI pública ou particulares”, afirmou.

O gestor de saúde do SUS no Piauí, Noé Fortes, apontou a grande demanda e a pouca quantidade de leitos disponíveis, como fatores do problema. “Nós temos uma população muito grande advinda de vários lugares, do estado do Piauí, Maranhão e da cidade de Teresina. Já a quantidade de leitos é pequena, não só na questão dos hospitais públicos quanto também dos hospitais privados, que são conveniados com o SUS”, informou o gestor do SUS em Teresina, Noé Fortes.

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Para a vereadora Tereza Brito, presidente da Comissão de Saúde da Câmara, a situação é gravíssima. “Eu mesma presenciei uma pessoa ir a óbito por falta de UTI. Ele tinha 23 anos e morreu no domingo de carnaval aqui no HUT”, disse.

A vereadora também denuncia que a rede privada não está cumprindo com seu papel.

“Alguns hospitais particulares são conveniados, mas só recebem os pacientes de acordo com seus interesses, sendo que 70% dos recursos do SUS no Piauí estão indo para rede privada. Esta situação é gravíssima e nós da Câmara vamos cobrar da Prefeitura e do Ministério Público para que se faça uma intervenção”, reclamou a vereadora.
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Fonte: G1 Piauí

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Após 21 dias na UTI, idoso com 75% de comprometimento do pulmão recebe alta

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O senhor José Dias, 74 anos, passou 21 dias internado na UTI Covid do Hospital Justino Luz, em Picos, com 75% de comprometimento do seu pulmão. Apresentando uma boa melhora no quadro de saúde, ele agora segue para uma outra ala do Hospital para tratar sequelas deixadas pela doença.

Na saída da UTI, o idoso posou para fotos e falou sobre gratidão.  “Obrigado por tudo, aqui só tem anjo, fiquem com Deus”.

O paciente deu entrada na UTI no dia 18 de abril, em estado grave, apresentando insuficiência respiratória aguda. O grau de comprometimento do seu pulmão preocupava toda a equipe médica mas, após o tratamento recebido no hospital, apresentou melhoras e, agora, segue para outra ala onde vai tratar de algumas sequelas.

Outra história de superação é a do senhor Lindomar Costa, de 67 anos, natural da cidade de Jaicós. O paciente passou seis dias na UTI e conseguiu reestabelecer 80% da sua saúde. Ele segue internado na enfermaria Covid a fim de concluir o tratamento.

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A diretora-geral do Hospital Justino Luz, Samara Sá, que também atua na linha de frente de enfrentamento à Covid-19, fala sobre a emoção da recuperação dos pacientes. “Em meio a tanta dor e incerteza, essas altas nos dão injeções de ânimo e muita esperança com relação à Covid-19, pois sabemos que ainda não existe tratamento específico”, afirma a médica.

De acordo com a gestora, a unidade segue aplicando os protocolos de combate à doença. “Não podemos deixar de citar que também há doação e atenção por toda a equipe a cada paciente que recebemos. São pacientes graves, que passam vários dias com as equipes e acabam criando vínculos. O senhor  José Dias é exemplo de perseverança, confiança na equipe e fé em Deus. Ele cativou toda a equipe com seu jeito carinhoso de ser e com sua fé inabalável. Todos os dias, às 18h ele fazia o Sinal da Cruz e rezava o Pai Nosso. Foi uma das altas que ficará marcada em nossos corações”, finalizou.

Fonte: Governo PI

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