O ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes disse que o Brasil pode não ter dinheiro suficiente para pagar aposentadorias — nem as de hoje, nem as do futuro. O alerta veio acompanhado de críticas diretas à condução das contas públicas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O déficit da Previdência Social já ultrapassa R$ 404 bilhões, e o TCU projeta que esse rombo chegue a R$ 440,6 bilhões em 2025. A dívida bruta do país atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Rombo na Previdência e risco para aposentadorias
Nardes foi direto: “Como está, não haverá aposentadoria porque não temos mais economia suficiente para pagar nem os aposentados hoje e quem dirá futuramente.”
O ministro também traçou um paralelo com o passado. Comparou o cenário atual às chamadas pedaladas fiscais de 2016, prática contábil do governo de Dilma Rousseff que gerou polêmica e contribuiu para o processo de impeachment.
Fazenda prepara ajuste nas regras fiscais
Em resposta ao quadro de pressão sobre as contas públicas, o Ministério da Fazenda, sob o comando do ministro Dario Durigan, prepara uma proposta de mudança na regra fiscal. A ideia é ampliar em pelo menos 20% a base de contingenciamento de gastos, atualmente fixada em R$ 150 bilhões.
A meta de superávit para 2027 é de R$ 73,2 bilhões, com piso de R$ 36,6 bilhões.

