Renato Machado, um dos nomes mais duradouros do telejornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro, aos 83 anos. A TV Globo confirmou a morte. O jornalista havia sido internado no Hospital São Francisco em 2 de julho.
Machado passou 15 anos à frente do Bom Dia Brasil, entre 1996 e 2011, período em que também exerceu a função de editor-chefe do programa. Antes disso, trabalhou como correspondente internacional, cobrindo a Guerra das Malvinas, atentados em Paris e o desastre nuclear de Chernobyl, a partir de Londres.
Foi nessa fase como apresentador matinal que ele explicou a proposta do programa. “Havia a necessidade de ter uma conversa um pouco mais informal, para que o telespectador acordasse e não tivesse o impacto de um noticiário lido, e sim conversado”, disse Machado, em declaração registrada pela Memória Globo.
A carreira no telejornalismo durou mais de quatro décadas. Depois de um período como correspondente, voltou ao Brasil em 1988 como repórter especial. Em 1990, teve uma passagem pela TV Manchete, retornando à Globo no ano seguinte para o Globo Repórter. Em 2016, ainda atuou como correspondente e repórter.
Sobre o ofício, Machado refletiu: “É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra.”
Desde 2019, ele vivia no Retiro dos Artistas, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. Aposentou-se da televisão em 2021, aos 78 anos.

