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PT se ‘apropriou’ da Petrobras, afirma Aécio

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O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, disse nesta terça-feira (9) que a presidente Dilma Rousseff dizer que não sabia de eventual corrupção na Petrobras é uma “desculpa que não serve mais aos brasileiros”.
Aécio deu a declaração em Goiânia, onde participou de ato de campanha. Ele foi questionado por jornalistas sobre as denúncias do ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, segundo quem havia pagamento de propina para políticos e autoridades do governo em um esquema que beneficiava contratos de fornecedores da Petrobras.
“Não dá para a presidente Dilma voltar a dizer que não sabia. Essa desculpa não serve mais ao povo brasileiro”, disse Aécio.

Segundo o candidato, a oposição já denuncia problemas na Petrobras desde o ano passado. “A gente começou a denunciar irregularidades na estatal e o governo dizia que a gente queria denegrir a imagem da principal empresa publica brasileira. Hoje vemos que um grupo político se apropriou da Petrobras para fazer negócios, que tinham como consequência manter o PT no governo. Isso precisa ser investigado”, afirmou.
O candidato afirma que pretende reformular a empresa para evitar novas fraudes. “A minha proposta é a de devolver a Petrobras aos brasileiros, isso em todas as empresas públicas. Farei uma intervenção em todas elas”, afirmou, sem destacar quais mudanças seriam essas.
Aécio voltou a afirmar, a exemplo do que tem feito em atos de campanha, que a presidente Dilma vai perder as eleições.
“O PT vai perder essas eleições, essa é a minha convicção. Eles não têm mais condições de permanecer no poder. Por isso queremos uma retomada de valores e que salve a economia brasileira. A situação que vivemos hoje, com corrupção e volta da inflação, só mostra a inexperiência da presidente Dilma”, disse.
Suposto esquema de corrupção na Petrobras
Em depoimento ao Ministério Público, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa delatou que havia pagamento de propina a políticos em contratos fechados pela estatal. Reportagem da revista “Veja” desta semana disse que, nos depoimentos, Costa afirmou que estão envolvidos no suposto esquema três governadores, seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados federais.
Costa foi preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro em todo o país. Ele fez acordo de delação premiada com a Polícia Federal e tem prestado depoimentos sobre os supostos casos de corrupção na Petrobras.
A Superintendência da Polícia Federal no Paraná abriu uma investigação para apurar o suposto vazamento do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre um suposto esquema de propina na estatal. O inquérito foi aberto no sábado (6), após a publicação das primeiras reportagens sobre a suspeita de envolvimento de políticos no caso.
Críticas a Marina
Em Goiânia, Aécio Neves também fez críticas a Marina Silva, uma de suas concorrentes na disputa eleitoral. A exemplo do que vem fazendo em discursos recentes, ele disse que a candidata do PSB defende hoje posições diferentes de antes.
“Hoje ela é a Marina que defende a política econômica proposta pelo PSDB ou é aquela que foi contra o Plano Real? Ela é aquela que hoje abre os braços para o agronegócio ou é aquela que criou uma proposta contra os transgênicos? É a Marina que dentro do PT defendia o corporativismo ou é a que impedia a qualidade da gestão pública? Ou é a Marina que agora defende remuneração variável para os servidores públicos?”, questionou.

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Fonte: G1

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Senado aprova projeto de Ciro que prioriza mulheres vítimas de violência em programas de habitação

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O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (06), um projeto (PL 4692/2019) do senador Ciro Nogueira (Progressista) que prioriza as mulheres de baixa renda vítimas de violência doméstica em programas de habitação como o Minha Casa, Minha Vida.

Ciro defendeu que, ao facilitar o acesso dessas mulheres à casa própria, elas terão uma nova oportunidade de recomeçar suas vidas em um ambiente seguro, livre de seus agressores. “Acredito que com a autonomia alcançada ao ter seu próprio lar, essas mulheres consigam deixar de vez o ciclo aprisionador de violência”, argumentou.

O senador citou dados do ministério dos Direitos Humanos, divulgados em março deste ano, que revelam que foram registradas 105.821 denúncias de violência contra a mulher nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100 em 2020. Segundo ele, as estimativas do IBGE apontam para cerca de 1,3 milhão de mulheres agredidas dentro de casa a cada ano no Brasil.

“Por não um terem um lugar para fugir ou levar seus filhos, essas mulheres muitas vezes ficavam presas ao agressor”, afirmou. Para ele, os números apontam para a necessidade de aprimoramento das políticas públicas, como forma de dar meios para que as vítimas possam escapar da situação de violência ainda no começo das agressões.

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O PL 4692/2019 será agora analisado pela Câmara dos Deputados.

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