Um dos investigados por um esquema de pirâmide financeira que movimentou mais de R$ 600 milhões foi preso na quarta-feira (24) no Piauí, durante a segunda fase da Operação Extrema Confiança. Identificado apenas pelas iniciais .F.C.C.S, ele chegou à sede do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) por conta própria e acabou detido no mesmo ato.
Como funcionava a pirâmide financeira no Piauí e no Maranhão
A organização criminosa captava dinheiro de investidores com promessas de ganhos de até 10% ao mês. Cerca de 300 vítimas nos estados do Piauí e do Maranhão foram prejudicadas. Algumas chegaram a aplicar R$ 1 milhão no esquema. Em 2025, os pagamentos pararam e os responsáveis sumiram.
Durante o interrogatório, .F.C.C.S disse que morava em Cidade do Leste, no Paraguai. Também alegou que os valores investidos pelas vítimas teriam sido perdidos em operações na Bolsa de Valores ainda no ano passado e afirmou não possuir recursos para ressarcir os prejuízos causados aos investidores.
Após prestar depoimento, o investigado foi encaminhado à Central de Inquéritos para audiência de custódia.
Operação Extrema Confiança: quatro mandados, três cumpridos
O delegado Luciano Alcântara, do DRCC, detalhou o andamento das investigações. “Na primeira fase da operação cumprimos mandados de busca e apreensão. Com o aprofundamento das investigações, identificamos investigados com fortes indícios de participação no golpe financeiro e representamos pelas prisões. Nesta fase, foram expedidos quatro mandados. Com a apresentação de .F.C.C.S, já cumprimos três deles, restando apenas uma investigada foragida”, disse o delegado.
A ação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). As diligências para localizar a investigada que ainda está foragida seguem em andamento.
