A Justiça do Rio de Janeiro revogou a liberdade condicional do goleiro Bruno Fernandes e expediu um mandado de prisão contra ele. A decisão, divulgada nesta sexta-feira (06), ocorreu porque o ex-jogador deixou o estado sem autorização judicial.
O juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais, considerou a conduta de Bruno como “descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”. O magistrado destacou que o ex-goleiro foi para o Acre apenas quatro dias após efetivar sua condicional junto à Justiça do Rio de Janeiro, “em violação às determinações contidas na decisão que concedeu o benefício”.
Nóbrega reforçou que “o apenado é quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena, seja em qual estágio ela esteja, e não o contrário. Além disso, o reeducando tomou ciência de todas as condições inerentes ao benefício, não podendo alegar desconhecimento dos requisitos impostos”.
Bruno cumpria pena em liberdade condicional após ser condenado a 22 anos e um mês de reclusão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio. A condenação foi proferida em 2013 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
A previsão para o término do cumprimento da pena era 8 de janeiro de 2031. A execução da pena foi transferida para o Rio de Janeiro em 2021, acompanhando propostas de trabalho recebidas pelo ex-goleiro no período.
Em fevereiro de 2017, Bruno chegou a conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi reconduzido à prisão dois meses depois. Em 2019, progrediu para o regime semiaberto e, em 2023, para a liberdade condicional.
Passagem de Bruno pelo Vasco-AC e controvérsias
Recentemente, Bruno atuou pelo Vasco-AC, em Rio Branco, no Acre, onde fez apenas um jogo pela Copa do Brasil. Ele defendeu duas cobranças de pênaltis no empate por 1 a 1 contra o Velo Clube, mas o time acreano foi eliminado. O ex-goleiro já deixou o clube.
A chegada de Bruno ao Vasco-AC gerou controvérsia. A rede de mercados Arasuper, patrocinadora máster da equipe, rompeu o contrato após a partida pela Copa do Brasil. A justificativa foi “acontecimentos recentes envolvendo o clube”.
Além da contratação de Bruno, o Vasco-AC homenageou, na mesma partida da Copa do Brasil, três jogadores de seu elenco que são acusados de cometer estupro de duas mulheres no alojamento do clube.
A defesa de Bruno não foi localizada até a publicação desta reportagem. O mandado de prisão está expedido.

Informações: Futebolinterior.
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