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Irã reprime protestos e mortes passam de 2000

A repressão a protestos no Irã causou a morte de mais de 2000 pessoas, segundo autoridades, na terceira semana de manifestações. A crise Política se intensifica em Teerã e dezenas de Cidades, iniciada pela Economia e transformada em revolta contra o regime teocrático.

Nesta segunda-feira (12), a TV estatal iraniana transmitiu um protesto pró-regime. O presidente Massud Pezesquian participou do ato, uma tentativa de demonstrar força e popularidade do governo.

No fim de semana, a mesma emissora exibiu o enterro de civis e homens da força de segurança. O regime culpou Israel e os Estados Unidos pelos ocorridos, classificando-os como atos terroristas.

Nas últimas duas semanas, manifestantes tomaram as ruas da capital Teerã e dezenas de outras cidades. Eles protestam contra o governo, em um movimento que começou pela desvalorização da moeda local.

Protestos no Irã escalam e regime reprime comunicação

O que começou como uma manifestação econômica transformou-se na maior insurreição das últimas décadas. O movimento se volta contra o regime islâmico do país.

A repressão foi violenta e causou a morte de centenas de pessoas. Uma organização iraniana de direitos humanos, com sede na Noruega, monitora os números.

Para conter os manifestantes, o regime dificultou a comunicação entre eles. Desde a última sexta-feira (09), o Irã não tem internet.

As comunicações por telefone também foram drasticamente reduzidas. Isso impede que os moradores do país vejam o apoio recebido em várias cidades pelo mundo.

Reações internacionais e ameaças de guerra

Em Londres, por exemplo, protestos diários ocorrem em frente à embaixada do Irã. Iranianos que moram na cidade lideram as manifestações de apoio.

No fim de semana, um homem furou o cerco de segurança da embaixada em Londres. Ele retirou a bandeira do prédio, em um ato de desafio.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Araoi, afirmou que a situação está sob controle. Ele prometeu restabelecer a internet e declarou que o governo está aberto a negociações.

Araoi também avisou que o governo está preparado para uma guerra. A declaração respondeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump confirmou que estuda opções militares contra o Irã. Ele ainda tomará uma decisão sobre o assunto.

A União Europeia ameaça impor mais sanções contra o país. O bloco pode anunciar as medidas nos próximos dias.

O governo iraniano tenta impor a narrativa de que não é responsável pela violência. A maior autoridade do Irã, Alicamenei, de 89 anos, está no poder há quase 40.

Alicamenei chamou os manifestantes que querem derrubá-lo de vândalos. Ele os classificou como a serviço dos Estados Unidos.

Manifestantes iranianos nas ruas, enfrentando repressão durante protestos contra o regime teocrático

Manifestantes desafiam o regime iraniano em meio à repressão e cortes de comunicação, em um dos maiores levantes das últimas décadas.

Com informações do SBT News

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