Economia

Petróleo bate quase US$ 100 o barril com escalada do conflito no Oriente Médio

Barril chegou a US$ 99,84 com alta de 6,19%, impulsionado por bloqueio no Estreito de Ormuz e ataques no Mar Vermelho.

O barril de petróleo chegou a US$ 99,84 nesta quinta-feira (23), alta de 6,19% impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio. Ataques a navios no Mar Vermelho, bloqueio de petroleiros no Estreito de Ormuz e interceptações de mísseis em dois países da região pressionaram os mercados ao longo do dia.

Irã bloqueia petroleiros no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã impediu a travessia de três petroleiros pelo Estreito de Ormuz em meio à disputa com os Estados Unidos. Segundo comunicado da própria Guarda Revolucionária, um dos navios foi atingido:

“Após um deles explodir e pegar fogo, os outros dois rapidamente deram meia-volta e se retiraram.”

No Mar Vermelho, navios ligados à Arábia Saudita seguem sendo alvo de ataques dos rebeldes Huthis. Os ataques continuam sem interrupção, segundo fontes militares da região.

Jordânia e Kuwait abateram mísseis e drones iranianos

Os exércitos da Jordânia e do Kuwait interceptaram salvas de mísseis e drones iranianos durante a madrugada desta quinta. No Kuwait, as Forças Armadas relataram “ameaças hostis de drones” no espaço aéreo do país. Dos três mísseis iranianos interceptados pela Jordânia, um caiu em área desabitada.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou os ataques hutis à Arábia Saudita. “Os hutis geralmente demonstram inteligência (…), mas parece que agora foram induzidos ao erro ao atacar a Arábia Saudita e seus navios”, disse Rubio, acrescentando que os rebeldes teriam sido “enganados”.

O Ministério das Relações Exteriores de Omã informou trabalhar para retomar negociações e “alcançar a segurança e a estabilidade na região”.

Petróleo quase us$ 100 conflito oriente médio: Produção de petróleo e escalada do conflito no Oriente Médio
O preço do barril se aproxima de US$ 100 com a escalada do conflito no Oriente Médio.  (Isabel Mateos Hinojosa/Bloomberg via/Getty Images)

Com informações da Veja.

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