Um garoto de 11 anos, conhecido como Luiz Neto, foi humilhado nesse domingo (19) ao oferecer bombons na Zona Norte de Teresina. A finalidade da venda é ajudar no sustento da família com uma renda extra.
Ao se aproximar de uma família, segundo o pai do garoto, Neto Moreira, ele ouviu um comentário.
“Em uma dessas mesas tinha uma mãe com duas filhas e, ao se aproximar, ele escutou a mãe dizendo para as filhas estudarem ou ficariam igual ao meu filho vendendo bombons, como se a vida dele se limitasse só a isso. Como se ele fosse ser vendedor de bombom a vida inteira”, afirmou o pai, Neto Moreira, que é professor de música.
O fato ocorreu por volta das 20h30. O pai do garoto trancou o curso para investir no estudo do filho e também no sustento da família. Segundo ele, o garoto só vende os bombons durante os finais de semana, e só se for da sua vontade. A mãe do garoto é empregada doméstica.
“Na rua da minha casa fica um restaurante e uma pizzaria onde a gente sempre vende. Ele só vai para estes lugares aos finais de semana para ajudar a gente encaminhar ele na vida, e ele sentir como é que é a vida no trabalho, ganhar o próprio dinheiro dele como ele faz. Isso somente aos finais de semana em um horário curto e ao critério dele, vender ou não os bombons”, conta o pai.
O ocorrido com o garoto viralizou nas redes sociais, o que resultou em uma enxurrada de comentários em defesa da família e do menino, que é estudante do 6º ano no Escolão do Mocambinho.
Segundo informações, o garoto ganhou uma bolsa para concluir os estudos em uma escola particular. Ele recebeu
“Essa tentativa de humilhar meu filho mudou a nossa vida por completo. O que eu mais queria era que ele ganhasse essa bolsa para ele estudar e ser o que sempre sonhou: um defensor público”, ressalta o pai, que manda um recado para a família que estava na pizzaria.
“A aparência não pode ser colocada em primeiro lugar. É preciso olhar primeiro como ser humano. Temos que explorar o lado bom das pessoas. Hoje eu agradeço e peço que Deus ilumine a cabeça de pessoas assim”
Com informações do Cidade Verde
