O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (03) que as forças americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, retirando-os do país após ataques em grande escala. Em resposta, o governo da Venezuela acusou os EUA de agressão militar e declarou estado de emergência nacional.
Anteriormente, o governo venezuelano denunciou ataques a instalações civis e militares em diversos estados, rejeitando a ação de Washington. O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, declarou que Maduro “finalmente enfrentará a justiça por seus crimes”.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, divulgou um vídeo na manhã deste sábado (03), afirmando que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras. Ele confirmou que um ataque dos EUA atingiu áreas civis e que informações sobre mortos e feridos estão sendo coletadas.
Trump já havia anunciado a “captura e remoção” de Maduro e sua esposa, levantando questões sobre a soberania nacional e as leis internacionais.
A captura de Maduro pelos EUA e a reação venezuelana
Nicolás Maduro ocupa a presidência da Venezuela desde 2013, sucedendo Hugo Chávez. Ele ascendeu na política venezuelana após atuar como motorista de ônibus e organizador sindical.
Sob o governo de Chávez, Maduro foi ministro das Relações Exteriores e, posteriormente, vice-presidente. Como presidente, ele defendeu o projeto socialista da Venezuela.
Maduro é um crítico dos Estados Unidos, acusando Washington de apoiar tentativas de golpe, sabotagem econômica e sanções para desestabilizar seu governo.
Governos ocidentais e a oposição acusam Maduro de governar de forma autoritária, minar instituições democráticas e manipular eleições. Ele nega as alegações. A maioria dos países, incluindo os EUA, não reconheceu a vitória de Maduro nas eleições de 2024.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em meio à crise após anúncio de Trump sobre sua suposta captura.
Com informações do Al Jazeera





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