Dois terremotos de grande magnitude sacudiram a Venezuela em 24 de junho de 2026, matando quase 4 mil pessoas, ferindo mais de 16 mil e deixando dezenas de milhares desaparecidas. Os sismos foram os mais intensos registrados no país desde 1900 e provocaram o colapso de edifícios em diversas regiões, incluindo a capital, Caracas, e o estado de La Guaira.
Dimensão das vítimas do terremoto na Venezuela
Até 9 de julho, o balanço oficial apontava 3.889 mortos, 16.740 feridos e 17.907 desabrigados. A ONU estimou em 50 mil o número de desaparecidos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento calculou os danos econômicos diretos em US$ 6,7 bilhões.
O primeiro terremoto teve magnitude 7.2 Mw. O segundo, mais intenso, atingiu 7.5 Mw. Ambos causaram destruição generalizada, com edifícios desabando e infraestrutura comprometida em múltiplos estados, entre eles Yaracuy. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, em La Guaira, também foi afetado.
Diante da escala do desastre, o governo venezuelano decretou estado de emergência. A presidência interina, exercida por Delcy Rodríguez, e a Assembleia Nacional, presidida por Jorge Rodríguez, coordenaram as primeiras respostas institucionais. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, acompanhou as operações de socorro.
Resposta internacional e ajuda humanitária
Os tremores foram sentidos em estados da região Norte do Brasil, incluindo Roraima. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre a situação. O Itamaraty acompanhou os desdobramentos do desastre.
A comunidade internacional mobilizou ajuda humanitária. O secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher, acompanhou os esforços de socorro. A Unicef, por meio de seu representante na Venezuela, Manuel Rodríguez Pumarol, também atuou na resposta à crise. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se pronunciou sobre o ocorrido.
