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Ancelotti inicia novo ciclo da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2030

Carlo Ancelotti inicia novo ciclo na Seleção Brasileira após eliminação em 2026, com saída de veteranos e renovação do elenco para a Copa do Mundo de 2030.

Carlo Ancelotti assumiu o desafio de reconstruir a Seleção Brasileira para 2030 depois de uma eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026. O técnico italiano, confirmado no cargo até o próximo Mundial, já sinalizou que vai buscar novas ideias e avaliar jogadores para os anos seguintes. Para ele, começa “o início de um novo ciclo”.

Ancelotti e a Seleção Brasileira rumo a 2030: renovação no elenco

A saída de veteranos marca a virada de página. Neymar, Casemiro e Danilo, todos com 34 anos, deram adeus à equipe nacional. O capitão Marquinhos, 32 anos, falou em tom de despedida após a derrota que selou a eliminação: “Não sei qual vai ser meu futuro, acho que quatro anos é muita coisa. Nós, os mais velhos, a gente sente porque não sabe nosso futuro. Que o povo apoie esses meninos. Acho que vai ser um ciclo com mais estabilidade, que eles vão conseguir trabalhar e preparar essa Copa.”

Ancelotti foi mais direto ao traçar o horizonte: “Agora começamos a pensar no que pode ser o futuro dessa seleção que já tem um grupo bastante sólido de jovens e veteranos que podem continuar, além de novos jogadores que podem entrar.”

O Brasil chega a esse recomeço carregando um jejum de 28 anos sem vencer o Mundial — o último título foi em 2002. Vinicius Junior, eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo em 2024 aos 26 anos, aparece como uma das referências naturais do grupo para o ciclo que se abre.

Especialistas divergem sobre o perfil do elenco ideal. O jornalista esportivo Juca Kfouri defende “uma renovação total” e aponta o caminho: “É hora dos Estevão, Endrick. Para mim, veterano é Rodrygo, no máximo.” Kfouri também questiona se Ancelotti vai mudar seu estilo de gestão: “Ele prefere ter alguns comandados mais cascudos. A prova disso foram as titularidades de Danilo, Casemiro, de jogadores que Ancelotti tinha como próximos a ele, jogadores mais testados, mais experientes.” Sobre o tipo de jogo que o técnico entregará, o jornalista é cético: “Mas não me parece que seja o perfil do Ancelotti, que é mais para o carrancudo do que para o alegre”, disse, ao definir “um time alegre” como o ideal para a seleção.

Ricardo Rocha, zagueiro campeão mundial em 1994, adota tom mais cauteloso. “Processo de renovação sempre existe”, disse. Para o ex-zagueiro, a geração jovem tem qualidade de sobra: “Muita qualidade. João Pedro, Rayan, Endrick, essa geração.” Sobre a defesa, Rocha aposta em Éder Militão como nome de transição: “O único, talvez, seria Militão, que vem de uma lesão, já jogou Copa e é experiente. Estará com 32 anos, muito bem ainda para uma outra Copa.”

As laterais figuram entre os pontos mais frágeis do elenco. Veja os nomes cotados para cada posição:

Laterais esquerdos considerados para o novo ciclo:

  • Kaiki
  • Carlos Augusto
  • Caio Henrique
  • Luciano Juba

Laterais direitos considerados:

  • Wesley
  • Vitinho
  • Vanderson

Na goleira, nomes jovens também entram no radar para substituir os titulares do ciclo anterior:

  • Bento
  • Hugo Souza
  • John

Na defesa, a lista de zagueiros cotados para 2030 é extensa:

  • Militão
  • Gabriel Magalhães
  • Bremer
  • Léo Pereira
  • Ibañez
  • Alexsandro
  • Beraldo
  • Vitor Reis

Jogadores apontados como naturais para liderar a Seleção rumo a 2030:

  • Rodrygo
  • Estevão
  • Éder Militão
  • Vinicius Junior

Jovens citados por Ricardo Rocha como apostas para o ciclo:

  • João Pedro
  • Rayan
  • Endrick
Ancelotti renova seleção brasileira para 2030: Seleção Brasileira celebra durante Copa do Mundo 2026
Jogadores da Seleção Brasileira Foto: Paul ELLIS / AFP

Com informações do BBC

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