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Estudante de Gastronomia é chamado de “ladrãozinho” em supermercado e denuncia segurança por racismo

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estudante hipermercado, são gonçalo rio de janeiro

Um estudante de Gastronomia, identificado como Bernardo Martins, afirma que foi perseguido dentro de um supermercado em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, quando comprava ingredientes para fazer um bolo que era para comemorar seu aniversário. Ele afirma que foi chamado de ladrãozinho e que teve dificuldade para registrar o caso porque policiais afirmavam que o caso não se tratar de crime.

O jovem de 20 anos é morador do bairro Galo Branco e foi até a unidade que fica em Alcântara. Ele trabalha como cake designer e confeiteiro. O caso foi registrado na última terça-feira(18) no Hipermercado Extra, em São Gonçalo.

“Desde quando eu entrei no mercado o segurança veio atrás de mim, me seguindo a todo momento. Eu entrava em um corredor e ele vinha atrás, falando no rádio para verem na câmera se eu tinha colocado alguma coisa na minha bolsa ou nos meus bolsos. Ele falava muito alto, para me constranger. Ele queria que eu ouvisse o que ele estava falando de mim”, disse Bernardo ao afirmar que o segurança informava as características físicas.

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Ele disse que na saída do estabelecimento escutou do segurança a seguinte fala: “ladrãozinho”. O segurança teria dito ainda ao confeiteiro da loja que “a cara dele já era uma cara marcada”, insinuando que o jovem teria cometido outros delitos.

Ao procurar uma delegacia para registrar o caso ele foi informado de que o ocorrido não era crime. O estudante somente conseguiu fazer o registro da ocorrência quando procurou uma delegacia especializada em crimes raciais na cidade do Rio de Janeiro.

Por meio de Nota o grupo que administra o hipermercado disse que quando teve conhecimento do ocorrido acionou a loja e abriu um processo interno para apuração do caso. Disse ainda que a empresa entrou em contato com o jovem estudante para pedir desculpas a ele e dizer que o segurança foi afastado enquanto caso continua sendo analisado.

Foto: Reprodução/ TV Globo

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Catequista faz teste de Covid-19 e desaparece em mata no Ceará ao ser orientado a ficar em isolamento

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Depois de fazer o teste de Covid-19 e ser orientado pelo médico a ficar em isolamento, o catequista Raimundo Oliveira, 61 anos, desapareceu em uma mata na cidade do Crato, no Ceará. O caso aconteceu há seis dias e, nesta segunda-feira (17), ele não havia sido localizado.

Câmeras de segurança de um galpão na rua Saturnino Candeia, no bairro Alto da Penha, registraram o último paradeiro do idoso. Ele caminhava próximo a uma áea de mata.

As buscas estão sendo feitas pelo Corpo de Bombeiros desde o dia do desaparecimento. O capitão Humberto Júnior disse ao G1/CE que aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aérea (Ciopaer) estão auxiliando nos trabalhos.

“Cada dia que passa continua a angústia, a dificuldade, a região lá é uma região de mata fechada. O Ciopaer já fez um sobrevoo e durante o voo não conseguiu encontrar nada, já usamos drones, toda a tecnologia que os bombeiros têm condição de ter nesses buscas, nós estamos utilizando. Cães que vieram de Fortaleza. E por falta de localização precisa fica muito difícil”, afirma.

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Ainda, de acordo com o capitão, as buscas ficarão mais difíceis se o catequista estiver escondido. “Se ele não quiser ser localizado vai ser muito difícil. Você pode passar muito perto dele e ele ficará calado e não vai dar nenhum sinal de vida. Nas condições de lá, uma mata fechada, tem água abundante, frutas, mas se ele estiver mais próximo à chapada ficará mais difícil ele sobreviver por mais alguns dias”.

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