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Cirurgias são canceladas por falta de sangue no Hemocentro do Piauí

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A dona de casa Zelina Da Silva já estava a caminho do centro cirúrgico quando foi informada que a cirurgia não seria mais realizada devido à falta de sangue no hospital. Ela, que chegou a levar dois doadores, ficou assustada com a notícia de que o estoque de sangue compatível ao seu estava insuficiente.

“Uma pessoa que entra na sala de cirurgia e, quando chega lá, uma pessoa diz que você não pode mais fazer a cirurgia porque o sangue não era compatível com o da gente é triste”, disse Zelina.

Atualmente, o Piauí possui um único banco de sangue, que é o Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemopi), localizado na Rua Primeiro (1º) de Maio, Nº 235, Centro/Sul de Teresina. O espaço teve uma queda de 30% de doadores neste mês de outubro, e esses dados são preocupantes porque o Hemopi abastece hospitais públicos e privados de todo o estado.

No Hospital Getúlio Vargas, por exemplo, de quatro a cinco cirurgias são canceladas mensalmente devido à ausência de sangue; os do tipo negativo são os mais raros. “O tipo A, B ou O negativos são os mais raros e, por isso, terminam tendo um estoque menor. Tudo isso traz transtornos para pacientes e familiares”, comentou a diretora do HGV, Clara Leal.

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Doar sangue
Podem doar sangue às pessoas com idade entre 16 e 68 anos, que estejam saudáveis e pesem acima de 50 kg.

Para Rosilene da Silva, doadora há quatro anos, a doação é um gesto simples de amor ao próximo. “Eu vim doar sangue porque tem muita gente precisando”, afirmou, e faz um chamando para que as pessoas sejam solidárias e doem sangue para ajudar a salvar vidas.

Fonte:G1 Piauí

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MPPI realiza audiência sobre o transporte público coletivo de Teresina

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O Ministério Público do Estado do Piauí realizou, na última sexta-feira (14), uma audiência sobre o transporte público coletivo de Teresina. A audiência contou com a participação de representantes da Procuradoria-Geral do Município de Teresina, do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (SETUT) e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS).

A promotora de Justiça Maria das Graças do Monte Teixeira, titular da 32ª Promotoria de Justiça de Teresina, especializada na defesa dos consumidores, ouviu todos os participantes, a fim de obter informações sobre a situação atual do transporte público coletivo e, consequentemente, de cobrar providências das autoridades competentes.

Os representantes do SETUT alegaram que o sistema do transporte coletivo passa por grandes dificuldades, agravadas pela pandemia do coronavírus e a redução dos passageiros. De acordo com eles, o poder público municipal, nesta gestão e nas anteriores, descumpre os contratos com os consórcios responsáveis pela prestação do serviço. Os representantes do sindicato destacaram que até os acordos judiciais celebrados na gestão anterior estariam sendo descumpridos.

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Destacaram, ainda, que a remuneração das concessionárias, segundo as disposições contratuais, deveria ser feita através da arrecadação global do sistema de transporte coletivo urbano, que é composta pela arrecadação tarifária acrescida do subsídio – o qual tem o papel de custear, dentre outros itens, a diferença de arrecadação decorrente da diferença entre a tarifa tecnicamente apurada e a de fato implantada, a concessão do benefício de meia passagem e outra série de gratuidades concedidas por força de lei. Contudo, o Município de Teresina estaria se recusando a efetuar o pagamento desses subsídios.

O superintendente Cláudio Pessoa, representante da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, ressaltou que a STRANS está aberta a receber todas as manifestações e informações das empresas, a fim de viabilizar um serviço de qualidade para a população. Declarou, ainda, que existem diversas falhas no sistema e que as prestadoras dos serviços também precisam cooperar para que as deficiências sejam sanadas. Realçou que a Superintendência vem realizando os pagamentos de sua atribuição.

A promotora de Justiça Maria das Graças destacou a necessidade de cobrar informações da Prefeitura de Teresina e da Secretaria de Finanças sobre o atraso no pagamento devido às empresas do setor. Por sua vez, o promotor de Justiça Fernando Santos, titular da 44ª Promotoria de Justiça, reforçou a necessidade da celebração de um acordo entre município e consórcios, a fim de corrigir a questão dos pagamentos e outros itens, sob o risco de, em breve, o sistema do transporte coletivo público entrar em colapso, o que causaria prejuízos imensuráveis aos cidadãos.

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O procurador do Município de Teresina, Ricardo de Almeida Santos, se colocou à disposição da STRANS para auxiliar nas tratativas de eventual acordo. Ao final da audiência, os participantes foram informados da data da futura audiência, marcada para 24/05/2021, com o intuito de debater as propostas do acordo entre concessionárias e administração municipal.

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