Uma joalheria no Centro de Água Branca, no Médio Parnaíba, foi alvo de um assalto nesta sexta-feira (11). Um homem e uma mulher se passaram por clientes, renderam a proprietária e uma funcionária sob ameaça de arma de fogo e fugiram com joias de ouro, relógios e um celular. Antes de sair, trancaram as duas mulheres no interior do estabelecimento.
Como o assalto à joalheria de Água Branca foi planejado
O casal esteve no estabelecimento pela primeira vez por volta das 10h30, quando a funcionária havia saído para o almoço. A mulher pediu o conserto de uma corrente de ouro e demonstrou pressa com o prazo. A proprietária informou que o serviço levaria entre 20 e 25 minutos e perguntou se o casal queria resolver algo na rua enquanto aguardava. Eles disseram que sim e foram embora em direção à farmácia Pai Domingos, prometendo voltar. Não voltaram naquele momento.
O retorno aconteceu às 12h30, depois que o marido da proprietária deixou o local. O homem pediu para ver outros modelos de correntes. Foi quando o plano mudou de rumo.
A proprietária relatou o momento em que a situação escalou: “Aí quando eu fiz mais uma pergunta para ele, ele já muito impaciente, ele já anunciou que era um assalto e que nós colaborássemos, porque ele sabia onde meu marido estava com a minha filha, onde eu morava e o pessoal dele estava lá fora esperando qualquer reação para haver troca de tiros.”
O suspeito sacou uma arma da cintura e rendeu as duas mulheres. Elas foram levadas para um compartimento interno do estabelecimento. O cofre não foi aberto, mas o casal recolheu bandejas com joias, peças em ouro, relógios, uma maleta e o celular corporativo da loja.
A proprietária também descreveu a primeira visita e o detalhe que a deixou desconfiada: “Ela perguntou se tinha como fazer a solda logo, e eu falei que não, que levaria alguns minutos e que poderia entregar para ela entre 20 e 25 minutos. Perguntei se eles iam resolver alguma coisa na rua, e eles disseram que sim. Saíram pela primeira vez em direção a Pai Domingos, à farmácia aqui da cidade. Disseram que voltariam nesse espaço de tempo, mas não voltaram. Eles só retornaram às 12h30 e esperaram meu marido sair para poder retornar à loja.”
Polícia investiga o caso
Após conseguirem se libertar, as vítimas acionaram a Polícia Militar e a Polícia Civil do Piauí. Equipes foram ao local, colheram relatos e iniciaram varreduras na região. A perícia técnica da Polícia Civil coletou impressões digitais e extraiu imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento. Nenhum suspeito foi localizado ou preso.

