O número de denúncias de assédio eleitoral no Piauí subiu de 10 para 19 casos após o primeiro turno das eleições. Em resposta, o Ministério Público do Trabalho no Piauí anunciou inspeções surpresa em empresas do estado para o próximo domingo, dia 25.
O que dizem as denúncias de assédio eleitoral no Piauí
Segundo o vice-procurador chefe do Ministério Público do Trabalho, Dr. Carlos Henrique Leite, os relatos envolvem pressão sobre trabalhadores para que votem — ou deixem de votar — em candidatos específicos. “A maioria das denúncias diz respeito a intimidações, as sugestões de que a pessoa não vá votar ou então que não vote em determinado candidato, vote naquele candidato de preferência da empresa”, afirmou.
Há também registros de ameaças financeiras. “A ameaça de descontos indevidos. Olha, se você for votar, você vai perder o dia de trabalho, você vai perder o dia do o pagamento daquele dia. Então, são essas atitudes que são vedadas pela legislação”, disse o procurador.
Para Leite, a coerção do voto fere princípios constitucionais. “É totalmente inconstitucional, é ilegal você querer a e e contra a vontade daquele trabalhador. A concepção política dele, o voto dele é uma coisa sagrada, é dele, não pertence à empresa, não tá num contrato de trabalho isso”, declarou.
Inspeções no dia da votação
As fiscalizações estão marcadas para o domingo, 25, data do segundo turno. O órgão deve percorrer empresas cujos funcionários trabalham no dia da eleição, verificando se os empregadores garantem tempo para que os trabalhadores possam votar — obrigação prevista em lei.
Trabalhadores que se sentirem pressionados podem registrar denúncias pelo site do MPT ou via WhatsApp, pelo número (86) 99544-7488.

