Teresina integra a lista das dez Cidades brasileiras com maior vulnerabilidade a desastres naturais, conforme mapeamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), do Ministério das Cidades. A capital piauiense possui cerca de quatro mil residências localizadas em 166 áreas de risco, com 53 delas classificadas como de alto ou muito alto risco.
O estudo, realizado em parceria com a Defesa Civil de Teresina, classificou as áreas nos graus R2 (médio), R3 (alto) e R4 (muito alto). O gerente de Operações da Defesa Civil de Teresina, Marcos Rolf, afirmou que “Teresina é, de fato, uma área de risco quando comparada a outras cidades. Em 2024, Teresina apareceu como uma das áreas de maior risco no Brasil”.
Mais de sete mil casas foram mapeadas em diferentes regiões da capital. Nesses locais, o trabalho de geoprocessamento identificou pontos críticos e permitiu a classificação das áreas como de alto e muito alto risco. O relatório elaborado pelo SGB foi entregue em 2025 à Prefeitura de Teresina.
Mapeamento de áreas de risco em Teresina identifica vulnerabilidades
A pesquisa catalogou aproximadamente quatro mil residências em áreas que oferecem riscos diretos aos moradores. Estas incluem encostas, margens de rios e córregos, paredões e morros de cascalho. Marcos Rolf reforça que intervenções inadequadas, como o soterramento de lagoas e córregos, podem provocar incidentes futuros e deixar essas regiões ainda mais vulneráveis.
O gerente da Defesa Civil explicou a distinção entre as classificações: “Para a Defesa Civil, as áreas de risco são aquelas onde ocorrem eventos extremos e onde existem pessoas vulneráveis morando. Já para o Serviço Geológico do Brasil, são consideradas áreas de risco todos os locais onde já existem ou podem vir a ser construídas casas, como encostas ou áreas onde antes havia córregos. São regiões que não passaram por serviços adequados de estrutura e drenagem, o que as torna áreas de risco”.
O plano inclui um relatório técnico detalhado, com levantamento dos dados de risco, caracterização geológica e geotécnica de cada setor e pranchas individuais de todas as áreas mapeadas. A Prefeitura de Teresina busca a viabilidade de captação de recursos federais junto ao Ministério das Cidades para intervenções nas áreas mapeadas.






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