Política

Plano de homicídio contra Sérgio Moro revela ousadia do PCC e gera repercussão política e social

O senador Sérgio Moro (União-PR) foi alvo de uma tentativa de homicídio orquestrada por integrantes do PCC, a maior facção criminosa do país. A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público e o Departamento Penitenciário, desarticulou o esquema e prendeu nove pessoas envolvidas na operação denominada “Cerco Fechado”.

Segundo as investigações, o PCC investiu cerca de R$ 3 milhões para montar uma estrutura que incluía chácaras, veículos blindados e armas para executar o atentado contra Moro e outras autoridades, como o promotor Lincoln Gakyia e um comandante da Polícia Militar. O grupo criminoso pretendia sequestrar ou matar o senador ou sua filha, como forma de vingança pela transferência de líderes da facção para presídios federais em 2019, quando Moro era ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

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A PF encontrou anotações sobre a rotina de Moro em um imóvel de uma mulher em Guarujá, SP, que seria ligada ao PCC. Ela está foragida e é considerada uma das principais articuladoras do plano. Outro suspeito apontado como responsável pelo ataque é Patrik Salomão, conhecido como Forjado, que seria membro da cúpula do PCC.

Senador Sérgio Moro no Twitter

Em seu perfil no Twitter, Moro agradeceu às autoridades policiais pelo trabalho e anunciou que faria um pronunciamento no Congresso na tarde desta quarta-feira (23). Ele também afirmou que não se intimidaria com as ameaças e que continuaria defendendo o combate ao crime organizado.

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O caso chocou a opinião pública e gerou repercussão entre políticos, juristas e personalidades. Muitos manifestaram solidariedade ao senador e repúdio à violência. O presidente Jair Bolsonaro disse que estava acompanhando o caso com atenção e que oferecia todo o apoio necessário ao ex-ministro.

A tentativa de homicídio contra Sérgio Moro revela a ousadia e a periculosidade do PCC, que não hesita em atacar as instituições democráticas e os representantes da lei. É preciso reforçar a segurança das autoridades ameaçadas e intensificar as ações de inteligência para desmantelar essa organização criminosa que ameaça a paz social.

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Denison Duarte
Escrito por

Editor-Chefe do Somos Notícia. Jornalista formado pela Faculdade Estácio Ceut (2016), atua na cobertura de eventos no Médio Parnaíba desde 2008. Especialista em jornalismo local com foco em transparência e ética.