Uma tempestade geomagnética de nível G2 deve atingir o campo magnético da Terra nas primeiras horas desta sexta-feira, 9 de outubro. O fenômeno tem origem em uma Ejeção de Massa Coronal disparada pelo Sol na última terça-feira, 6 de outubro, a partir da região de manchas solares AR4549, acompanhada por erupções de classe M1.4 e M1.8. Para a população em solo, não há risco direto à saúde.
O Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), emitiu um alerta sobre possíveis variações no ambiente geomagnético ao redor do planeta. A massa coronal viaja a cerca de 560 quilômetros por segundo, segundo o Solar Influences Data Analysis Center (SIDC), da Bélgica. Os modelos da NOAA indicam chegada entre 1h e 2h da manhã, horário de Brasília, com pico de atividade G2 previsto entre 6h e 9h.
Um meteorologista espacial da NOAA explicou o caráter do impacto: “A nossa análise mostra que a massa coronal está se movendo pelo espaço e atingirá a Terra através da sua borda lateral, gerando o que chamamos de ‘impacto de raspão’.”
O que a tempestade solar G2 pode afetar
A escala de intensidade de tempestades geomagnéticas da NOAA vai de G1 a G5. O evento desta sexta se enquadra no nível G2, moderado, correspondente ao índice Kp 6. Agências como a NASA e o Met Office do Reino Unido lembram que o campo magnético e a atmosfera da Terra protegem quem está na superfície.
Os efeitos esperados se concentram em infraestrutura tecnológica. Veja os riscos identificados pelo SWPC:
- Sistemas Elétricos: Possibilidade de pequenas oscilações e flutuações de voltagem em redes de transmissão de energia, principalmente em regiões situadas em altas latitudes.
- Operação de Satélites: Aumento da densidade na atmosfera superior, gerando maior arrasto sobre satélites em órbita baixa da Terra, podendo exigir manobras de correção de trajetória por parte das operadoras.
- Comunicações e Navegação: Interferências e instabilidades pontuais em comunicações de rádio de alta frequência (HF), bem como degradação temporária na precisão do sistema de navegação por GPS.
- Auroras Boreais: Intensificação e visibilidade em latitudes mais baixas do Hemisfério Norte.
Para o Brasil, não há expectativa de interrupções em serviços de internet, telefonia móvel ou abastecimento elétrico. As auroras boreais também não serão visíveis no país — o fenômeno deve alcançar regiões do norte dos Estados Unidos e do Canadá.
Dados-chave do evento solar
Veja o resumo do evento:
- Origem da CME: 6 de outubro de 2026, a partir do conjunto de manchas solares AR4549.
- Velocidade de Deslocamento: Estimada em cerca de 560 quilômetros por segundo pelo SIDC.
- Chegada Prevista à Terra: Primeiras horas de 9 de outubro de 2026 (entre 1h e 2h de Brasília).
- Pico de Atividade Previsto: Entre 6h e 9h da manhã de 9 de outubro de 2026.
- Escala de Intensidade: Nível G2 (Moderado), correspondente a um índice Kp 6.
- Próximas Previsões: Nova atividade geomagnética elevada por volta de 11 de outubro de 2026.
