O número de queimadas próximas à rede elétrica no Piauí disparou entre janeiro e julho deste ano. Foram 222 interrupções no fornecimento de energia — um salto de 40% em relação ao mesmo período de 2025, quando as ocorrências somaram 160 casos. Mais de 6,3 mil imóveis ficaram sem luz por causa dos incêndios.
Só em julho, o estado registrou 38 ocorrências. Teresina liderou o ranking entre os municípios afetados, com 29 casos. Atrás da capital, apareceram Esperantina, com 19, e Parnaíba, com 17.
Queimadas no Piauí e os riscos para a rede de energia
O fogo próximo a postes e cabos danifica equipamentos e complica o trabalho de restabelecimento. Enquanto as chamas não são controladas, as equipes técnicas não podem atuar — o que prolonga o tempo sem energia para os moradores afetados.
Abraão Galeno, executivo de Estudos de Desempenho do Sistema da Equatorial Piauí, explicou o procedimento: “O restabelecimento da energia só ocorre após as chamas serem controladas pelos bombeiros. Portanto, é fundamental que a população denuncie e evite qualquer tipo de queimada próxima à postes, cabos e demais estruturas da rede elétrica.”
Além dos danos à infraestrutura, as queimadas colocam em risco moradores, motoristas e imóveis nas proximidades — problema que se agrava na estação seca, quando o fogo se alastra com mais velocidade.
Municípios com maior número de ocorrências
Veja as cidades com mais registros de queimadas próximas à rede elétrica entre janeiro e julho:
- Teresina — 29 casos
- Esperantina — 19 casos
- Parnaíba — 17 casos
- Itaueira — 9 casos
- Simões — 6 casos
- Corrente — 6 casos
Crime ambiental com pena de reclusão e multa
Provocar queimadas é crime. O Código Penal e a Lei de Crimes Ambientais enquadram a prática como infração sujeita a pena de reclusão e multa. Em caso de incêndio, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193 e comunicar a distribuidora de energia para as medidas de segurança necessárias.

