O número de empresas piauienses que contratam energia de origem solar por meio de consórcios mais que dobrou em menos de seis meses. Segundo a Prime Energy, a base de clientes no Piauí passou de 42 para 108 consorciados entre dezembro de 2025 e maio de 2026 — crescimento de 160%, conforme dados divulgados pela própria companhia. Teresina concentra a maior parte desse total.
Pequenos e médios negócios puxam demanda por energia renovável no Piauí
O perfil dos novos clientes chama atenção: são, em sua maioria, pequenos e médios negócios. A empresa atribui o movimento à busca por controle de despesas operacionais em um momento de maior variação nas tarifas de eletricidade. Em maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica acionou a bandeira tarifária amarela, que representa cobrança adicional nas contas de luz de todo o país.
O modelo oferecido pela Prime Energy funciona por geração compartilhada em usinas solares. A energia produzida é convertida em créditos e abatida diretamente na fatura do consorciado. Cada cliente consome, em média, 2.200 kWh por mês — o que corresponde, segundo a empresa, a uma fatura média de R$ 2.200.
“A energia é uma despesa relevante para qualquer empresa, mas pesa ainda mais para pequenos e médios negócios, que precisam preservar caixa e manter previsibilidade para operar. Em cenários de maior variação tarifária, soluções como energia por assinatura ajudam o empresário a ter mais controle sobre esse custo”, afirmou Ana Lia Ferrero, CEO da Prime Energy.
A executiva também destacou o que considera uma mudança de percepção entre os empresários do interior do estado. Além de Teresina, a Prime Energy tem clientes em Itainópolis, Parnaíba e Picos.
“A adesão no Piauí mostra que a transição energética não está restrita a grandes empresas. Cada vez mais, negócios locais entendem que podem acessar energia renovável de forma simples, com impacto direto na redução de despesas e na organização do planejamento financeiro”, declarou Ferrero.
A empresa, que atua há 15 anos no setor, é controlada pela Shell Energy e aponta o Nordeste como região com potencial de expansão para esse tipo de solução.
Para Ferrero, a decisão de migrar para esse modelo vai além da economia imediata. “Quando uma empresa reduz uma despesa recorrente, ela melhora margem, ganha previsibilidade e abre espaço para investir em outras frentes, como modernização, expansão ou contratação. Por isso, a energia por assinatura deve ser vista não apenas como uma forma de economia, mas como uma decisão estratégica de gestão”, pontuou a CEO.
