A Polícia Civil de São Paulo impediu um ataque a bomba planejado para esta segunda-feira (02) na Avenida Paulista. A ação resultou na identificação e condução de 12 suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, para prestar esclarecimentos.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) informou que integrantes de um grupo virtual planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov. O objetivo era realizar uma “manifestação” sem pauta definida, visando causar pânico e incitar a violência.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro também informou que impediu um ataque terrorista similar, planejado para esta segunda-feira (02) no centro da capital fluminense. Três suspeitos foram presos no Rio. A relação entre os dois casos é apurada pelas autoridades.
Investigação sobre o ataque planejado na Avenida Paulista
Em São Paulo, a ação desta segunda-feira (02) resultou de um trabalho de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad). Este braço da Polícia Civil monitora possíveis comportamentos criminosos nas redes sociais.
“É um trabalho de antecipação, de chegar na frente antes que aconteça”, disse o secretário da Segurança Pública do Estado, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, em coletiva realizada nesta segunda-feira (02).
Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores do Noad identificaram que os alvos atuavam a partir da capital paulista, de Cidades da região metropolitana e do interior do Estado.
Os suspeitos repassavam informações e instruções a outros membros do grupo. Seis deles tinham poder de comando e ao menos um foi encontrado com simulacros de arma de fogo, segundo informações preliminares.
Rede de alcance nacional e conexão com o Rio
A Secretaria da Segurança Pública afirma que as investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional. Esta rede conta com mais de 7 mil participantes e discute ações violentas em diferentes regiões do País.
“Apesar da abrangência, foi identificada uma concentração significativa de mobilização nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro”, diz a pasta. A comunidade virtual em São Paulo reunia quase 600 integrantes.
Este grupo virtual seria o principal espaço para organização do ataque planejado para a Avenida Paulista. Durante semanas, os participantes compartilharam Vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.
As investigações prosseguem para determinar o nível de elo entre os suspeitos de São Paulo e os investigados no Rio de Janeiro.

Informações: Band.
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