O VELHO CAJUEIRO, poema de Socorro Santana

Nathan Sousa

O VELHO CAJUEIRO

 
Era uma vez um velho cajueiro,
Implantado na mata,
Lá distante!…
Não mui frondoso,
Esguio, pequenino,
Entre muitos, no prado verdejante,
Bem distante da beira do caminho!
 
Aqui e além se viam espalhados
Inúmeros cajueiros carregados
De frutos amarelos, sazonados!
Outros vermelhos e apetitosos
Que de longe pareciam saborosos!
 
Um bando barulhento
Entra da mata à dentro
A procura do fruto suculento.
Cata daqui, dali, sempre provando
Os frutos, que aos montes encontrando,
Desagradam tão cedo ao paladar!
Uns tão ácidos e outros mui rançosos
Repugnando a quem lhes vai provar!
 
Andando,
Procurando,
Chegam por fim ao velho cajueiro
Mirrado! Porém muito carregado!
Experimentam pois: que sensação
Deliciosa e sem contestação!
 
Os frutos colhem:
Tantos que sobejam
A contentar a quantos os desejam!
Satisfeitos, alegres, vão embora
Deixando triste, abandonado agora
O velho cajueiro tão sozinho!
Esquecido na mata, desfolhado,
Tão renegado e longe do caminho!
xxx
Quantos talvez
Iguais ao cajueiro,
Florescem, frutificam e vicejam,
Dando sombra, dulçor, vitalidade
À farsante e ingrata humanidade:
E depois, tal qual o velho cajueiro
São banidos da glória e desprezados,
Sem piedade, dentro do espinheiro!
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