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O Brasil está começando a perder o rumo, diz FHC

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O ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso disse, nesta segunda-feira, 22, ser um homem que acredita no Brasil. Apesar disso, destacou que é preciso ter indignação quando o Brasil perde o rumo. “E o Brasil está começando a perder o rumo”, frisou, em almoço-palestra para mais de 600 empresários, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Na palestra, o ex-presidente da República lembrou que, ao assumir o País, depois de alguns escândalos que o Congresso Nacional enfrentou, como o dos “anões do orçamento”, levou um grupo competente de pessoas para fazer a nação funcionar. “Em 93, 94, juntamos um grupo de pessoas e batalhamos contra quase todo mundo porque não se acreditava que fosse possível colocar em ordem as finanças do País.” E disse que sua gestão decidiu remar contra a maré e combater a alta inflacionária.

Em sua palestra, o ex-presidente tucano criticou a política externa praticada na gestão petista, dizendo que “nos dias atuais, o coração dos que estão no governo bate no mesmo ritmo de países como Bolívia e Argentina”. E disse que a política externa petista fez o Brasil perder o rumo no mundo. “O Brasil se isolou no mundo”, afirmou. Contudo, disse que o governo do PT agiu certo na crise econômica. “Mas fomos perdendo o modelo, passamos a ser um País com vocação para terceiro-mundismo. Perder o rumo é grave porque vai condicionar os passos futuros do País.”

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As críticas mais duras do ex-presidente foram dirigidas aos escândalos que assolam a Petrobras. Fernando Henrique disse que existem pessoas boas a más em todos os partidos, o problema é a visão, é subordinar a produção, a política e a vida cotidiana do País a isso, pois hoje tudo se subordina ao partido. “E não estamos falando apenas em crescer o PIB, mas é crescer de maneira decente.” E continuou: “E por falar em matéria de decência, nem se fala. O que estamos assistindo é vergonhoso, os donos do poder são responsáveis quando a corrupção é sistêmica e no Brasil ela é sistêmica, não é possível o que está ocorrendo na Petrobras.”

Ao falar do escândalo que envolve a estatal brasileira, o ex-presidente tucano disse que é impossível que os que estão no comando (do País) nunca tenham visto isso. “Ou é incompetente ou conivente”, disse, mas eximiu a presidente Dilma Rousseff (PT) de alguma participação neste imbróglio. “Não acredito que ela esteja envolvida”, emendou, mas disse que é preciso cobrar que tudo seja investigado e os responsáveis punidos. Nas críticas, FHC disse que está ocorrendo um verdadeiro assalto aos cofres públicos do País.

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Eleições

Para reforçar que o cenário eleitoral pode mudar a qualquer momento, numa referência indireta ao seu correligionário Aécio Neves (PSDB), que perdeu o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto com a entrada da ex-senadora Marina Silva como cabeça de chapa do PSB, após a morte de Eduardo Campos, Fernando Henrique disse que nas eleições em que assumiu o País, em determinado momento da disputa, não acreditava que iria conseguir vencer o petista Luiz Inácio Lula da Silva. “Mas tive garra”, disse.

Disse que eleição se ganha no dia. “Perdi a eleição para o Jânio Quadros (ex-prefeito de São Paulo) no dia”, e brincou que perder aquela eleição foi bom porque depois virou presidente da República. Aos empresários, FHC disse que é preciso pensar bem na hora do voto, porque é o futuro do País que está em jogo. “Queremos um Brasil da confiança e da dignidade.” Reiterou que continua acreditando muito no Brasil, porém, é preciso fazer as mudanças necessárias.

FHC ressaltou que apoia Aécio Neves porque ele pode unir toda essa nova energia, com confiança, e fazer as coisas que o País precisa. Falou que o correligionário tucano tem as melhores propostas.

Fonte:MSN

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Senado aprova projeto de Ciro que prioriza mulheres vítimas de violência em programas de habitação

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O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (06), um projeto (PL 4692/2019) do senador Ciro Nogueira (Progressista) que prioriza as mulheres de baixa renda vítimas de violência doméstica em programas de habitação como o Minha Casa, Minha Vida.

Ciro defendeu que, ao facilitar o acesso dessas mulheres à casa própria, elas terão uma nova oportunidade de recomeçar suas vidas em um ambiente seguro, livre de seus agressores. “Acredito que com a autonomia alcançada ao ter seu próprio lar, essas mulheres consigam deixar de vez o ciclo aprisionador de violência”, argumentou.

O senador citou dados do ministério dos Direitos Humanos, divulgados em março deste ano, que revelam que foram registradas 105.821 denúncias de violência contra a mulher nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100 em 2020. Segundo ele, as estimativas do IBGE apontam para cerca de 1,3 milhão de mulheres agredidas dentro de casa a cada ano no Brasil.

“Por não um terem um lugar para fugir ou levar seus filhos, essas mulheres muitas vezes ficavam presas ao agressor”, afirmou. Para ele, os números apontam para a necessidade de aprimoramento das políticas públicas, como forma de dar meios para que as vítimas possam escapar da situação de violência ainda no começo das agressões.

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O PL 4692/2019 será agora analisado pela Câmara dos Deputados.

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