Amarante

Moradores do Novo Amarante sofrem com fumaça produzida em fabricação de asfalto

A emissão de fumaça na fabricação de asfalto em Amarante está gerando um grande problema aos moradores do bairro Novo Amarante, que hoje conta com aproximadamente 500 casas. O asfalto está sendo utilizado para manutenção e reforma da BR-343, da Estaca Zero a Floriano, por meio da empresa LCM Construção e Comércio S/A

Procurado por membros do bairro, o Somos Notícia foi informado que pessoas com problemas pulmonares, outras cirurgiadas, gestantes, idosos e recém-nascidos passaram a ter grandes problemas com a poluição, que começa logo ao amanhecer. A empresa está instalada em Amarante desde 2018 com prazo de cinco anos para finalizar os serviços.

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Janiellen Carla está gestante de 5 meses. Ela disse que o mau cheiro chega a causar calafrios. “Tem momentos que tenho ânsia de vômito. O que mais me incomoda é o mau cheiro, que é muito forte. O que nós queremos é que essa fumaça saia de perto das nossas casas”, disse a moradora.

Isaneide Fonseca dos Santos, de 39 anos, tem uma criança. As duas moram sozinhas. Ela disse ao Somos Notícia que o problema é insuportável, e começa nas primeiras horas da manhã. “A fumaça incomoda muito, e já começa logo cedo. Eu sinto dores de cabeça, pois o cheiro é muito forte. Só melhora um pouco quando o vento começa a circular.”

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Luzanira de Sousa, de 45 anos, teve pneumonia e esteve internada no hospital de Amarante. “Eu não estou curada ainda, e sempre que volto a sentir o cheiro tenho tosse que quase não passa. O cheiro que vem da fábrica é como se fosse um gás vazando. Minha filha operou de adenoide, e o médico proibiu gelados, poeira e fumaça.”

Marli Brandão mora na comunidade e tem uma filha de 2 anos que foi submetida a uma cirurgia de pulmão por conta de uma pneumonia viral. “Minha filha sofreu muito, pois a cirurgia resultou em sete pontos. Ela não pode inalar fumaça. Todos os dias é um sacrifício para ela dormir com muita falta de ar. Tenho que fazer todos os dias três ou quatro inalações nela, lavar o nariz dela com soro. A imunidade dela é baixa por conta dessa pneumonia e esse cheiro vai diretamente para os pulmões. A gente precisa de emprego na cidade, mas essa fábrica precisa mudar para um local mais distante da população.”

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Deuzilene Ferreira tem uma filha com bronquite alérgica. “A bronquite já faz tempo, e com esse cheiro a tendência é piorar. Ela tem coriza, sente falta de ar. Conviver com isso é um problema muito sério. Eles teriam que sair do local, pois estão muito próximos das casas.

O Somos Notícia foi ao local das instalações da ‘LCM Construção e Comércio S/A’ para obter informações acerca de possíveis providências, mas a administração preferiu não se manifestar sobre o assunto, argumentando que apenas o DNIT ou os diretores da empresa (em Teresina) têm a devida autorização para falar sobre o caso.

O Ministério Público, representado pelo promotor Afonso Aroldo, notificou a empresa para uma audiência extrajudicial, que deverá acontecer na manhã do próximo dia 11 de fevereiro com a presença de membros da diretoria da LCM Construção e Comércio S/A e moradores da comunidade.

Fotos: Leomar Duarte | Somos Notícia

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