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Míssil abate avião da Malaysia Airlines com 295 pessoas na Ucrânia

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Um míssil abateu o voo MH17 da Malaysia Airlines, com 295 pessoas a bordo, na fronteira da Ucrânia com a Rússia. A informação foi confirmada por agências de inteligência dos Estados Unidos. A autoria do disparo ainda é investigada, mas separatistas russos são os principais suspeitos. Não há sobreviventes.

Um sistema de radar identificou um míssil terra-ar ser disparado e ir em direção ao avião comercial, pouco antes de a aeronave cair. Um segundo sistema de radar identificou o rastro de calor do míssil no momento em que o Boeing 777 foi atingido. A trajetória do míssil está sendo analisada para que seja possível determinar a autoria do disparo.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, havia afirmado pouco após a queda do avião de que se tratava de um ato terrorista dos separatistas pró-Rússia que controlam o leste da Ucrânia. “Isso não foi um incidente, isso não foi uma catástrofe, foi um ato terrorista”, disse.

Um oficial norte-americano, sob condição de anonimato, disse ao “Washington Post” que as agências não conseguiram determinar ainda quem atirou o míssil. “Essa é uma área contestada. Vai demorar para conseguirmos alguma informação sobre quem está envolvido.”

O premiê da Malásia, Najib Razak, também afirmou que o avião foi abatido por um míssil durante entrevista coletiva sobre o acidente e que espera respostas rápidas da investigação. “Não deixaremos pedra sobre pedra. Quando confirmarmos que o avião foi mesmo derrubado, vamos insistir para que os autores sejam rapidamente levados à Justiça”, disse Razak.

Rebeldes já abateram aviões na região

Separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia já derrubaram ao menos dez aeronaves na região. A lista inclui helicópteros militares, aviões de transporte do Exército e caças da força aérea. O local é palco de conflitos entre o Exército ucraniano e os rebeldes há meses, desde que o ex-presidente do país Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro deste ano.

As aeronaves derrubadas pelos rebeldes na região, que usaram lança mísseis portáteis, voavam a baixa altitude, diferente do avião da Malaysia, que estava a 10 mil metros de altura (33 mil pés). Segundo o Eurocontrol, organização internacional que gerencia o tráfego aéreo na Europa, o Boeing 777 da Malaysia Airlines voava cerca de 1.000 pés (300 metros) acima da faixa fechada do espaço aéreo no leste ucraniano.

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Segundo o especialista em segurança internacional Gunther Rudzit, rebeldes ucranianos possuem mísseis terra-ar fornecidos pela Rússia com poder de abater um avião.

“Os rebeldes já vinham alardeando que teriam derrubado dois caças da Ucrânia. Um avião de transporte e helicópteros também teriam sido derrubado”, diz Rudzit. Por causa desses indícios, ele acredita que o alvo do míssil não teria sido o avião de passageiros, e sim um avião militar.

O avião ucraniano que seria o suposto alvo teria conseguido despistar o míssil, que pode ter “enquadrado o avião [da Malaysia Airlines] em altitude maior”, explica o especialista. “Esse míssil segue calor”, completa. Os aviões de passageiros voam em altitude mais elevada que aeronaves militares, esclarece Rudzit.

Ucrânia, Rússia e rebeldes negam ter abatido avião

Em declarações dadas logo após a confirmação da queda do MH17, autoridades dos governos russo e ucraniano, além do representante da República Autoproclamada de Donetsk, negaram ter abatido o avião.

Rebeldes separatistas da região leste da Ucrânia, onde o avião caiu, negaram qualquer envolvimento. “Nós simplesmente não temos esse sistema de defesa aérea”, de acordo com a agência Interfax. No entanto, o especialista em segurança internacional, Gunther Rudzit, afirma que mísseis terra-ar, guiados por calor e fornecidos pela Rússia aos rebeldes, seriam capazes de abater um avião comercial.

“Os rebeldes já vinham alardeando que teriam derrubado dois caças da Ucrânia. Um avião de transporte e helicópteros também teriam sido derrubado”, diz Rudzit. Por causa desses indícios, ele acredita que o alvo do míssil não teria sido o avião de passageiros, e sim um avião militar.

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O presidente ucraniano também negou que o Exército do país tenha participação. “Nós não descartamos que esse avião tenha sido derrubado e reforçamos que as Forças Armadas da Ucrânia não agiram contra alvos aéreos”, disse Poroshenko.

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que é “estupidez” acusar o país de envolvimento no acidente com o MH17. A suspeita havia sido levantada logo após o acidente pelo ministro das Relações Exteriores de Kiev, Pavlo Klimkin.

Trajeto e resgate dos corpos

O voo MH17 ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia, e voava a 10 mil metros quando caiu. O voo teria duração de 11h55 minutos e percorreria uma distância de 10,2 mil quilômetros.

A Malaysia Airlines perdeu contato com a aeronave às 11h15 (horário de Brasília), e que sua última posição foi registrada no espaço aéreo ucraniano, a 30 km de Tamak.

Arte/UOL

Voo ia de Amsterdã (Holanda) para Kuala Lumpur (Malásia)

Oficiais de defesa da Ucrânia disseram que o trabalho na região de Donetsk, onde o avião caiu, é difícil em razão dos destroços espalhados por áreas extensas. As buscas também são dificultadas pela presença de terroristas armados na região. O governo russo entrou em contato com a Ucrânia oferecendo ajuda nas investigações e também no resgate das vítimas.

“Estou chocado por relatos de que um avião da MH caiu. Estamos lançando uma investigação imediata”, disse o premiê da Malásia, Najib Razak, em sua conta no Twitter.

O ministro da Justiça e Defesa holandês, Ivo Opstelten, disse em comunicado que está “profundamente chocado” com o acidente, confirmando que havia muitos cidadãos do país no voo. “Meus pensamentos estão com as famílias e amigos daqueles que estavam no avião”, escreveu.

Opstelten destacou que o governo holandês criará um número de emergência para que as famílias das vítimas possam buscar informações.

Fonte: Uol

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Situação do continente Africano na pandemia: entenda!

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Desde que o coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, os países tomaram atitudes diversas para reduzir a taxa de contaminação. Mas o que aconteceu na África? Entenda a situação do continente africano na pandemia.

O desenvolvimento da doença
Quando a pandemia mostrou seus primeiros sinais, ainda no ano passado, grandes líderes mundiais demonstraram preocupação com a situação do continente africano. Afinal, trata-se de uma região com recursos limitados.
Entretanto, para surpresa de todos, a África tem mostrado uma resposta diferente da prevista, com índices de contaminação e mortes muito menor do que visto em países como o Brasil, que tem uma população menor.
Os cientistas ainda estudam uma explicação para o baixo desenvolvimento da doença, e já conseguem elencar alguns fatores que podem impactar na situação.

Além de ter uma população mais jovem, a África passou recentemente pela epidemia do Ebola, o que fez com que os países tivessem planos emergenciais prontos.

A situação do continente africano na pandemia também não é tão grave pelo contato das pessoas com o exterior menor do que vemos em outras regiões.

Como fica o turismo no continente
Se a situação do continente africano na pandemia é surpreendentemente positiva, muita gente tem voltado sua atenção para os atrativos turísticos que a região oferece.
Os brasileiros, motivados pela alta do dólar e pelas restrições de viagens aos destinos mais famosos, começaram a perceber as possibilidades oferecidas pela África.
A maioria dos países do continente apresenta restrições moderadas quanto à entrada de turistas, o que faz com que haja a exigência da apresentação de resultado negativo para o teste de Covid-19 e quarentena de alguns dias na chegada ao destino.

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Apesar disso, a situação do continente africano na pandemia permite que o turismo aconteça, ainda que tenha algumas adaptações.

Viajar para a África é possível?
Se você está pensando em viajar para a África e conhecer todas as belezas do local, saiba que essa é uma possibilidade.

Destinos como Egito, África do Sul, Etiópia e Zimbábue são alguns dos países que estão abertos aos turistas com restrições moderadas.

Já a Angola, que é um país com maior procura dos turistas, está com uma situação mais controlada.

Mas o setor de turismo mostra que é possível lidar com as restrições: os melhores hotéis em Benguela, por exemplo, utilizam medidas de proteção sanitária que colocam os turistas em uma condição de baixo risco.

O que saber antes de viajar para a África?
Além de ter certeza sobre a situação do continente africano na pandemia, é importante que o turista brasileiro se atente para alguns detalhes antes de embarcar em uma viagem.

O primeiro deles é o visto de entrada. Os maiores países da África não exigem um visto específico dos moradores do Brasil, mas existe uma parcela grande de destinos que solicita a apresentação da liberação de entrada.

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A melhor forma de saber se o seu destino precisa ou não de visto é pelo Portal Consular do Itamaraty. Basta acessar o site e identificar o país que você pretende visitar para visualizar as informações.

Além disso, o continente africano exige o certificado internacional de vacina, que atesta que o turista foi vacinado contra a febre amarela.

Se você já foi vacinado, pode solicitar seu certificado pela internet. Para aqueles que não foram, a dica é fazer a solicitação no momento da vacinação, na agência de saúde.

Por fim, tenha em mente que apesar da situação do continente africano na pandemia ser positiva, é preciso tomar todos os cuidados para diminuir os riscos para você e para os outros.

Dessa forma, sua viagem será um momento para acumular boas lembranças e fazer uma imersão cultural – coisas que o continente africano tem experiência em oferecer.

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