
O escritor Rafael Caputo é um dos vencedores da segunda edição do Prêmio Proverbo de Literatura 2026, promovido pela Editora Proverbo, da cidade de Maricá (RJ). A obra premiada, Tequeteque, a máquina que sonhava em contar histórias, conquistou o reconhecimento na categoria de Literatura Infantil e será lançada oficialmente durante a 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM).
A edição de 2026 da FLIM acontecerá entre os dias 3 e 19 de julho, no Recanto de Itaipuaçu, reunindo escritores, artistas, educadores e leitores em uma ampla programação gratuita voltada à valorização da literatura, da cultura e da formação de novos leitores. Neste ano, o evento prestará homenagem à filósofa e professora Marilena Chauí, uma das maiores intelectuais brasileiras. Criada em 2015, a FLIM consolidou-se ao longo da última década como um dos mais importantes eventos culturais do calendário de Maricá, atraindo milhares de visitantes e promovendo encontros entre literatura, educação e arte.
A obra vencedora apresenta ao público a delicada história de Tequeteque, uma antiga máquina de escrever que, esquecida em um velho porão, jamais abandonou o sonho de voltar a criar histórias. Tudo muda quando ela conhece Cora, uma menina curiosa que descobre, entre poeira, livros antigos e objetos esquecidos, uma companheira improvável para suas aventuras literárias. A partir desse encontro nasce uma amizade capaz de despertar a imaginação, transformando palavras em brincadeiras e lembrando que toda história merece ser contada.
Ao longo da narrativa, Rafael Caputo constrói uma verdadeira declaração de amor ao ato de escrever. A velha máquina de escrever deixa de representar apenas um objeto do passado para tornar-se símbolo da criatividade, da memória afetiva e do poder transformador da literatura. As histórias inventadas por Cora e Tequeteque revelam que escrever é um exercício de liberdade, humor e imaginação, capaz de aproximar gerações e fazer renascer sonhos aparentemente esquecidos.
O reconhecimento pelo Prêmio Proverbo reforça a sólida trajetória literária de Rafael Caputo. Escritor, educador e fundador do Coletivo Literário Aspas Duplas, ele dedica sua carreira à democratização do acesso à publicação e ao incentivo à formação de novos autores em todo o Brasil. Ao longo dos últimos anos, já organizou dezenas de coletâneas, publicou centenas de escritores iniciantes e consolidou o Coletivo como um importante movimento de valorização da literatura independente.
Na literatura infantil, Rafael Caputo vem desenvolvendo uma produção marcada pela sensibilidade, pelo humor e pelo estímulo à imaginação. Suas histórias frequentemente dialogam com o universo da infância sem abrir mão de reflexões sobre criatividade, afeto, leitura e o poder das palavras, características que também estão presentes em Tequeteque, a máquina que sonhava em contar histórias.
A conquista do Prêmio Proverbo de Literatura 2026 soma-se a outros importantes reconhecimentos da carreira do autor, entre eles o fato de ter sido finalista do Prêmio Kindle de Literatura, consolidando seu nome entre os escritores contemporâneos que conciliam produção literária e incentivo à leitura.
Com o lançamento previsto para a FLIM 2026, Tequeteque, a máquina que sonhava em contar histórias promete emocionar crianças, educadores, famílias e todos aqueles que acreditam que uma boa história pode nascer dos lugares mais inesperados. Afinal, como demonstra a própria narrativa, talvez exista, em algum canto esquecido da casa, uma velha máquina esperando apenas os dedos curiosos de uma nova criança para voltar a sonhar.