O irmão de Francisco Henrique dos Santos confessou ter efetuado o disparo que o matou neste domingo (25), no povoado Cajazeiras, zona Norte de Teresina. A defesa do suspeito alega legítima defesa durante uma briga familiar.
O advogado Dimas Batista de Oliveira, que representa o suspeito, afirmou que o homem agiu em legítima defesa. Ele descreveu o suspeito como trabalhador e residente no bairro Santa Maria da Codipi.
O advogado relatou que o suspeito foi à casa da mãe para levar carne e encontrou Francisco agredindo a mãe. Conforme a defesa, ele tentou intervir para acalmar a situação, iniciando-se uma luta corporal.
Detalhes da confissão e alegação de legítima defesa
“Foi uma coincidência. […] Ele interferiu, fez de tudo para acalmar o irmão e o irmão não conseguia acalmar. E o irmão, como ele tinha uma espingarda lá que de caça, esse irmão que a vítima ele entrou na casa e pegou a arma. Mas como ele estava drogado e possivelmente bêbado, ele [o suspeito] conseguiu tomar a arma e naquela luta corporal ele disparou a arma contra o irmão e foi embora. Só foi isso. Ele agiu tanto em legítima defesa dele como legítima terceira legítima, que é a própria mãe”, disse o advogado.
Dimas Batista ressaltou que o suspeito se apresentou espontaneamente à Polícia. Ele prestou depoimento e confessou o disparo. “Já confessou, inclusive quando ele me ligou ontem, no domingo pela manhã, ele já contou a mesma história. […] Eu disse pra ele: ‘olha, você cometeu o ato. Você está alegando a legítima defesa, mas o correto é você buscar justiça. Jamais ficar foragido’”, afirmou o advogado.
Uma testemunha teria relatado que o suspeito realizou um disparo de advertência antes do tiro fatal. “Mas o que ele está dizendo é que não aconteceu isso. Aconteceu foi a luta corporal e, nessa luta corporal, ele tomou a arma e disparou contra o irmão”, disse o advogado.
Após ser ouvido, a polícia liberou o suspeito. Conforme Dimas, o homem não sabia da gravidade da situação na casa da mãe, que seria constante. “Na semana passada vendeu o celular da mãe, quando a mãe recebia, tomava o dinheiro. A mãe andava passando fome por conta desse filho”, finalizou o advogado.
Vítima tinha mandado de prisão em aberto
Segundo o 13° Batalhão de Polícia Militar, os familiares informaram que Francisco era usuário de drogas e álcool. Ele ficava agressivo quando estava sob efeito dessas substâncias. Além disso, Francisco possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, com condenação transitada em julgado.
O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).







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