Um idoso de 71 anos teve um prejuízo, recentemente, avaliado em mais de R$ 1,4 milhão após cair em um golpe bancário. A vítima recebeu uma ligação de um golpista que se passou por representante da Central de Riscos de um banco.
Utilizando o pretexto de que a conta do idoso havia sido hackeada, o golpista induziu o idoso a fornecer informações sensíveis, o que permitiu que ele tivesse acesso às contas bancárias em dois bancos diferentes. A família da vítima está em contato com as instituições financeiras buscando reverter a situação.

Especialistas alertam para a importância de nunca compartilhar dados pessoais ou bancários por telefone, especialmente em contato iniciado pelo suposto atendente. É crucial que os cidadãos tenham em mente que bancos e instituições financeiras não solicitam este tipo de informação por meio de ligações. “É essencial não passar dados ou fazer operações a partir de um contato não verificado”, alerta o promotor Mauro Ellovitch, coordenador do grupo de atuação especial de combate aos crimes cibernéticos.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) reforça a importância de conferir a movimentação bancária regularmente como forma de identificar atividades suspeitas. Em caso de qualquer contato suspeito, a recomendação é desligar o telefone imediatamente e entrar em contato com a instituição financeira através dos canais oficiais.
Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania mostram que mais de 36 mil denúncias de golpes bancários contra idosos foram registradas somente este ano. A Febraban afirma que os bancos investem cerca de R$ 4 bilhões por ano em sistemas de segurança da informação para combater fraudes. Além disso, campanhas de conscientização são realizadas frequentemente para alertar os clientes sobre os riscos de golpes.