Descaso: em Amarante, corpos sepultados fora do Cemitério Municipal geram tristeza às famílias

Amarante

Não por preconceito, mas por questões administrativas, dezenas de corpos estão sepultados fora do Cemitério Municipal em Amarante, ao lado do Estádio Abmael Resende, um comportamento que tem preocupado a população do município, que teme a necessidade de se expor a tamanha “humilhação”.
A dignidade conquistada ao longo dos anos parece estar no esquecimento de quem pode mudar essa situação. Para várias famílias, não há reparação do dano moral provocado. “Hoje eu tenho vergonha de dizer que sou de Amarante. Eles(os políticos) só fazem o que é de interesse deles”, desabafa com lágrimas Fran Oliveira, que teve o seu pai Júlio Casadin (falecido aos 86 anos) como a segunda pessoa ser sepultada do lado de fora do cemitério, há 4 anos.
“Eu fiquei muito triste. Ele trabalhou tantos anos por Amarante! Foi aí que ele viveu! Todos ficamos revoltados por causa disso, meu pai morreu comigo, ele foi um guerreiro!”
Um caso mais recente é o da Senhora Calista Oliveira, também sepultada fora do cemitério, em julho de 2014. Seu sobrinho, Manoel Messias, intitulou a situação de descompromisso. “Será que nem no final da vida a pessoa não tem o direito de ser sepultada dentro do Cemitério? Isso é falta de compromisso com todos!”
O inconformismo alcançou as redes sociais. Em contato com o Portal Somos Notícia pelo Facebook, Flaviano Lira, deixou claro que o Legislativo Municipal deve tomar suas providências. “Meu Deus, isso é uma calamidade! A Câmara dos vereadores, que tem nossos representantes, precisa tomar uma providência, depois denunciar ao representante do Ministério Publico esse caso.”
Amarantina, residente em Brasília, Lina Conceição conhece parte da realidade do município, o suficiente para apontar uma “alternativa”. Segundo ela, a população deve reagir. “Deve ser feito um protesto! O povo deve ir para as ruas buscar seus direitos!.”
Ela acredita que a construção de um novo cemitério pode ser a solução para os novos sepultamentos. “Cadê o poder público, que não toma providência? Tantas terras devolutas que temos, porque não se constrói outro fora da cidade? Com certeza se eu fosse enterrar meu irmão eu ia a justiça mas não ia enterrá-lo do lado de fora, isto é um grande constrangimento”, reforça Lina Conceição.
Ela encerra afirmando que “nem na hora que morre a pessoa pode enterrar seu ente querido com dignidade”.
Promessas de ampliação do cemitério, e construção outros novos é o que os familiares ouvem da Prefeitura de Amarante. “Eles (a Prefeitura) disseram que iam construir outro cemitério”, encerra Fran Oliveira. Quatro anos depois do primeiro sepultamento, dezenas de famílias vem passando pelo mesmo constrangimento.
Enquanto isso, reuniões e mais reuniões acontecem nos bastidores entre lideranças políticas que já traçam planos para as próximas eleições municipais.
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