As câmeras digitais compactas, objeto de desejo na década passada, estão sofrendo com os recursos fotográficos dos smartphones. Cada vez mais as pequenas são deixadas de lado e são substituídas pelo telefone na hora de registrar o dia a dia.
Segundo a consultoria GfK, o mercado brasileiro de câmeras fotográficas encolheu 50% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Em 2013, as vendas totais do setor atingiram a marca de R$ 571 milhões -neste ano, a cifra diminuiu bastante: foram R$ 247 milhões.
No mesmo período, o setor de telecomunicações (que engloba aparelhos fixos, celulares comuns e smartphones) cresceu 33,9%.
A GfK afirma que o crescimento do setor foi puxado pelo número de vendas de smartphones, que cresceram 54% durante o ano.
“A vantagem de usar uma câmera de um smartphone é que ele é carregado pela pessoa quase o tempo todo”, diz Wagner Battistel, gerente sênior de produto da área de câmeras da Samsung Brasil.
Embora publicamente neguem a vitória do smartphone, os fabricantes investem em outros tipos de câmeras para driblar as perdas.
Entre elas estão as câmeras de ação, equipamentos usados principalmente por praticantes de esportes radicais. A categoria foi impulsionada pela GoPro, que lidera o mercado mundial com 42%, segundo a consultoria IDC.
Com o sucesso da companhia, nomes tradicionais no mercado de compactas, como Sony e Polaroid, colocaram produtos na categoria.
CONECTADAS (Forma alternativa dos fabricantes)
Outra maneira encontrada pelos fabricantes de combater os smartphones é deixar as câmeras mais parecidas com os rivais. Samsung e Nikon, por exemplo, têm compactas que rodam Android e têm tela sensível ao toque. Só não fazem ligação.
Além disso, a conexão wi-fi é encontrada em câmeras com design e interface mais convencionais. A terceira via encontrada pelas fabricantes está nas câmeras semiprofissionais, com lentes intercambiáveis (conhecidas em inglês como “mirrorless”).
Segundo a GfK, apesar da queda do setor de fotografia no Brasil, as câmeras com conexão wi-fi e com lentes intercambiáveis estão crescendo e representaram, respectivamente, 19% e 23% do mercado no último trimestre.
via – Folha de S.Paulo.
