Nesta segunda-feira (18), é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Racismo. A data é mais uma oportunidade de refletir sobre a existência do racismo na sociedade brasileira e principalmente sobre como ele impacta a vida de milhões de negros no País.
O racismo consiste em discriminar determinados indivíduos e grupos em função de suas características físicas e culturais decorrentes de sua origem étnica. Por diversos fatores históricos e sociológicos, valores positivos foram associados a traços europeus e valores negativos foram atrelados a diversos elementos constitutivos de povos africanos e indígenas.
Por exemplo, o conceito de belo por muito tempo foi exclusivamente pautado por uma perspectiva eurocêntrica: pele branca, olhos claros, cabelo liso, etc, enquanto as características negras permaneciam alijadas dos espaços de representatividade – como a televisão e a publicidade – e dos espaços de poder, como a política, a ciência e o ambiente corporativo.
De maneira geral o racismo está ligado à ideia absolutamente equivocada de que há diferenças externas e corporais entre os seres humanos, que manifestariam superioridade ou inferioridade de determinados grupos em relação a outros. Isso significa que o racismo estabelece uma visão de hierarquia entre raças.
É a crença na superioridade de uma raça ou grupo étnico sobre outros, o que resulta em discriminação, preconceito e tratamento injusto. Isso viola princípios fundamentais de igualdade, dignidade e justiça. Os impactos do racismo na saúde mental podem ser profundos, gerando estresse, ansiedade, depressão, autoestima prejudicada e isolamento social.
Para promover um espaço seguro para nossas crianças e adolescentes, é importante que haja uma maior conscientização da sociedade a respeito da temática, fazendo com que aconteça uma efetiva mudança de comportamento e mentalidade dos indivíduos. É necessária uma postura proativa, engajada e comprometida com a ruptura de um passado historicamente marcado pela discriminação de pessoas por conta da cor da pele e traços fenotípicos.
E, para que isso seja possível, é importante priorizar a adoção, no presente momento, de comportamentos pautados pela representatividade, inclusão e acolhimento de quem já foi – e continua a ser – vulnerabilizado e marginalizado, por conta de preconceitos arraigados.
Podemos refletir sobre os problemas trazidos para a saúde mental a partir da vivência dos jovens em filmes e telesseriados, bem como compreender o quanto isso acontece na realidade brasileira e vem causando impactos negativos na vida de pessoas com traços de negritude.
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