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Como manter o contato entre pais separados e crianças durante a pandemia?

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contato entre pais separados e crianças pandemia

Recentemente, a atriz Mari Alexandre fez um desabafo nas redes sociais sobre a ausência do ex-marido, Fábio Jr, na vida do filho Zaion, de 11 anos. Mari não revelou o motivo específico do afastamento do cantor, mas, de acordo com a assessoria do artista, devido à pandemia e por pertencer ao grupo de risco (ele possui 66 anos), ele está se mantendo em isolamento sem sair sequer para visitar seus filhos.

Desde março, a pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19) tem mantido boa parte da população brasileira em isolamento nas suas casas. A medida serve para que a doença de fácil contágio não se espalhe ainda mais entre as pessoas. Durante este período, muitas pessoas tiveram suas rotinas alteradas e estão trabalhando em casa ou até mesmo foram dispensados de seus trabalhos.

Assim como os artistas Mari Alexandre e Fabio Junior, muitos pais divorciados estão enfrentando além do medo da contaminação, uma grande mudança em relação à convivência com os filhos, afinal, como se manter próximo das crianças se é preciso evitar sair de casa e visitar outras pessoas?

Recentemente, a juíza da Quarta Vara de Família da Comarca de Salvador, suspendeu as visitas paternas ao filho de 8 anos enquanto durar a pandemia do novo coronavírus. A decisão por liminar permite apenas contato virtual. A decisão levou em consideração que conflitos de convivência familiar devem sempre observar o princípio do melhor interesse das crianças e adolescentes, em atenção à proteção integral prevista no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).

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Neste caso, a genitora e o seu filho são portadores de problemas respiratórios graves e outras enfermidades. Já a situação do artista é o contrário já que o cantor de 66 anos é quem se encontra em situação de maior vulnerabilidade, no entanto, a mesma solução também pode ser aplicada para que o cantor mantenha contato com o filho.

Debora Ghelman, advogada especialista em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões explica como esta situação pode ser contornada: “O ex-casal precisa dialogar e, principalmente, buscar entender o que é ideal para seu filho, para sociedade e para todos os que estão ao seu redor. Este é o primeiro questionamento a ser feito”.

Se a criança pertence ou vive com alguém que pertence ao grupo risco ou o genitor, que não reside com o filho, estiver neste grupo, o ideal é que o contato presencial seja interrompido. No entanto, o responsável que não vive com o filho precisa ter acesso aos meios digitais de comunicação para comunicar-se com a criança. A mãe ou o pai que resida com o menor precisa disponibilizar estas mesmas ferramentas digitais a ele. Não se pode proibir a comunicação e se isso acontecer, será configurado como alienação parental, orienta Debora.

Outra grande preocupação das famílias é caso algum dos pais já esteja infectado com coronavírus, o que fazer para não transmitir para a criança? Mesmo que não estejam no grupo de risco a contaminação em crianças é preocupante, pois elas nem sempre estão atentas a lavar sempre as mãos e utilizar o álcool em gel, correndo o risco de transmitir o vírus para outras pessoas.

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“O ideal nesta situação é que a guarda da criança seja transferida provisoriamente para o outro responsável que não esteja doente. Inclusive na Espanha houve uma decisão neste sentido.” explica a advogada.

Debora ainda acrescenta que se o pai, a mãe e a criança não estiverem em um grupo de risco e não tiverem acesso a ninguém deste grupo, a convivência deverá ser mantida como foi acordada. Mas a criança precisa estar protegida e o genitor que for buscar o filho tem que assegurar que ele não seja exposto ao coronavírus.

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Conversar com as crianças, esclarecer tudo o que está acontecendo e explicar sobre a pandemia também é importante. Eles precisam saber os motivos certos pelos quais o pai ou a mãe estão ausentes presencialmente, o diálogo aberto com os filhos é fundamental neste momento.

“Estamos vivendo um momento atípico no qual ainda não há muitas decisões sobre a guarda compartilhada no caso de uma pandemia. É um tema novo e que precisa ser bastante discutido entre os operadores do Direito de Família. Os pais precisam conversar muito, não é o momento de ficar acionando a Justiça por qualquer razão. É hora de evitar conflitos.” finaliza a especialista.

*Debora Ghelman é advogada especializada em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões, atuando na mediação de conflitos familiares a partir da Teoria dos Jogos.

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Jovem estudante ganha bolsa de estudos para universidade na Espanha, mas teme não realizar o sonho

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O jovem estudante José Andersson Braga de Abreu, natural de São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba, ganhou uma bolsa de estudos para cursar Engenharia Civil na Universidade de Jaén, na Espanha.

Ele conquistou a primeira colocação na seleção do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Eram apenas duas vagas para todo o Brasil.

“Sinceramente quando eu soube do resultado fiquei sem reação, pois não acreditei que seria capaz de ser selecionado, já que estava concorrendo com excelentes alunos da rede federal de ensino, cada um com incríveis capacidades. Mas quando […] a ficha caiu, fiquei extremamente feliz”, contou ao g1.

Para José Andersson, o desafio agora é se adaptar a uma nova cultura, que é totalmente diferente da sua no Nordeste do Brasil. Segundo ele, a “oportunidade de crescimento”, é tão grande que lhe fez diminuir o medo.

Outro desafio para ele é a condição financeira de chegar até a Espanha. Segundo ele, a bolsa que ganhou paga as mensalidades do curso, o seguro saúde e um curso de espanhol. Ele terá ainda um auxílio de 2.200 euros, que será destinado ao alojamento durante o ano, o que equivale a um valor mensal de 180 euros.

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Em meio às despesas do estudante, ele ainda vai precisar de passaporte, visto e passagens aéreas, um custo aproximado de R$ 6 mil, despesas que a família não tem como custear.

Os amigos de José Andersson fizeram uma vaquinha na internet, mas os resultados não foram satisfatórios. Por causa dessa dificuldade, ele não sabe se vai conseguir realizar o sonho de estudar em outro país.

Atualmente ele está cursando Engenharia Civil no campus do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), no município de Cajazeiras, na região do Sertão. Na mesma instituição, o jovem fez o Curso Técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio.

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