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14 de dezembro de 2017

Moradores de Amarante fazem abaixo-assinado à Eletrobras reivindicando melhorias na energia


Hospital de Olhos

Os prejuízos ocasionados pela precariedade no fornecimento de energia nas casas do Residencial Papai Vovô, em Amarante, levou os moradores do loteamento a fazerem um abaixo-assinado reivindicando melhorias. O documento será encaminhado à presidência da empresa.

A ação é conjunta, e visa beneficiar as 17 famílias do local que, apesar das reclamações no Call Center da empresa e junto à ouvidoria da Eletrobras, continuam sem usar geladeiras e outros eletrodomésticos durante o dia em razão do problema.

“Nossa energia está péssima, mal se consegue usar ventilador. A geladeira tem que ser desligada pois não funciona e só pode ser religada após as 2h”, afirmou o morador Luiz Francisco Vilarinho.

O morador, e também idealizador do abaixo-assinado, assegura que todas as tentativas já foram feitas. “Já fiz varias reclamações por aqui (Facebook), pois pelo site oficial nada se consegue. Também abri uma reclamação na ouvidoria da empresa. Já havia feito varias reclamações no 08000860800, e as repostas sempre eram: “Prezado Luiz Francisco, enviamos sua solicitação para a área operacional”.

Dentre os danos ocasionados pelas más condições da energia, estão TV’s queimadas e outros equipamentos elétricos, além de alimentos que se perdem.

“Essas oscilações comprometem as atividades domésticas, causando danos aos aparelhos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além de prejuízos materiais e financeiros para os moradores”, encerra.

Alguns dos protocolos de atendimento foram obtidos em registros de reclamações junto a ouvidoria da empresa. Caso o problema persista, a reclamação, segundo os moradores, vai para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A rede é monofásica. Os moradores apontam como solução a implantação de novas fases.

O bioquímico Ricardo Teixeira, diz que o ar-condicionado da casa onde mora não funciona como deveria, e que o estabilizador não sustenta a TV ligada. “A gente não pode ter nenhum equipamento melhor por causa da energia. Eu tenho que esperar a meia-noite para jogar video game. Na TV, não posso usar um estabilizador porque não gera energia com suficiência. A gente não tem nenhum transformador, a iluminação pública é péssima, mas o talão está sendo cobrado normalmente.”

De acordo com a Eletrobras, a energia é de má qualidade, mas a empresa construtora se preocupou com a obra, mas não observou a má qualidade da rede de energia. “O local é um loteamento a vulso. É um terreno desmatado para financiamento de casas. O construtor fez as residências, mas deixou uma rede de má qualidade”, afirmou o funcionário da Eletrobras, Tiago Maia.

Ele disse, inclusive, que a energia é de boa qualidade, mas é monofásica. “O construtor queria entregar a obra e acabou fazendo um trabalho de má qualidade”, reafirma.

A empresa assegura que reivindicar junto à ouvidoria não é o caminho. “É por isso que a reivindicação nunca é atendida, porque não é responsabilidade da Eletrobras. Será que se fosse responsabilidade nossa, nós não teríamos resolvido?”, questiona o funcionário ratificando a afirmação dos moradores ao dizer que colocar mais duas fases e balancear a carga resolve o problema dos moradores.

“A responsabilidade é de quem vendeu o terreno. A nossa responsabilidade é a manutenção do que nos é entregue”, encerra.

Outro problema que afeta a vida dos moradores é a dificuldade na iluminação pública.

“Já pedi ao José Orlando para enviar o eletricista da Prefeitura ao local para reparar nossa iluminação, pois além de péssima, já contamos com dois postes com suas lampadas queimadas o que facilita a ação de marginais, trazendo um risco a segurança dos moradores e transeuntes”, encerra o morador Luiz Francisco.

Edição e postagem: Denison Duarte
Fotos: Luiz Francisco

O abaixo-assinado será encaminhado ao presidente José Salan Barbosa Melo

abaixo-assinado

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